Ontem fiquei até umas 3 e meia da manhã no estúdio da Flávia Calabi, O CD é, atualmente, a minha maior motivação. É inconteste que faço outras coisas e que estou envolvido em outros projetos. E que tenho causas concretas, que vão do “parar de fumar cigarros quando bebo” a “ir para a Europa”. Mas o novo CD é a minha maior batalha, aquilo que – de fato – me desafia e estimula. Muito provavelmente ele será como o outro: independente, sem projeção comercial, do próprio bolso. Às vezes eu penso em inscrevê-lo Com o “Solo”, de 2005, foi assim. Tinha uma grana e botei toda no CD. Não tive retorno financeiro de nem 40% do que investi – e foi coisa de 3, 4 mil reais. Mas o que ele me trouxe de alegrias não é bolinho não... Foi só depois que eu o lancei que identifiquei, em mim, uma identidade com o violão. Fora que a maior parte das pessoas que tem o disco gostam muito dele. Que bom! Além disso, depois de lançar o CD tudo ficou mais fácil: passei a ter um “cartão de visitas” que me possibilitou muita coisa bacana – novos recitais em lugares que eu não tinha acesso antes, tocar seis meses no Allez, Allez!, fazer meu trabalho chegar até umas figuras bacanas, etc, etc... O novo CD vai ter 17 músicas. Quase o dobro do outro. Dessas, 9 são minhas. Dessas 9, 4 tem letra (minha) e serão cantadas por artistas convidados: Eliane Barne, Rita, grupo Karalargá... falta fechar uma pessoa, já que a Badi não topou. Há, ainda, outras 3 peças de outros compositores, originais para violão. Por fim, terei outras 5 músicas não originais para o violão - cujos arranjos para esse instrumento são meus. Pax Bittar vai fazer um sonzão em “A Tocaia”, com um monte de percussões loucas. E vai rolar um pandeiro nervoso de alguém em uma música nova que ainda não tem nome. Enfim, tem tudo por fazer ainda... De todo modo, ontem fiquei na Flávia Calabi até tarde. E voltei para casa com um CD de amostra com as seis faixas que já estão editadas. Falta equalizar, sonorizar, criar um clima. Mas não paro de escutá-las, deliciado de imaginar que elas estarão juntas em um novo projeto que eu amo.
Por Rafael Cortez às 15h04
Rafael Cortez, 33 anos, ator, jornalista e violonista.
Já foi redator de texto erótico para celular, produtor de teatro, circo e TV, assessor parlamentar de uma vereadora de São Paulo, atendente de videolocadora, organizador de mais de 60 festinhas infantis e tem DRT de Palhaço. Gosta de Nara Leão, Public Enemy, lasanha e que cocem suas costas com as unhas. Está na TV como um dos repórteres do programa CQC, da Tv Bandeirantes.
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