Blog do Rafael Cortez

27/07/2007

Novo CD

Ontem fiquei até umas 3 e meia da manhã no estúdio da Flávia Calabi, em Higienópolis. Ficamos editando 3 das 6 músicas que já gravei para meu novo CD, independente como o outro.

 

O CD é, atualmente, a minha maior motivação. É inconteste que faço outras coisas e que estou envolvido em outros projetos. E que tenho causas concretas, que vão do “parar de fumar cigarros quando bebo” a “ir para a Europa”. Mas o novo CD é a minha maior batalha, aquilo que – de fato – me desafia e estimula.

 

Muito provavelmente ele será como o outro: independente, sem projeção comercial, do próprio bolso. Às vezes eu penso em inscrevê-lo em alguma Lei de Incentivo, em captar recursos com alguma empresa, em bater na porta de todas as gravadoras que conheço, em me submeter a concursos, blá, blá, blá... Mas aí me lembro que sou sozinho, que tudo isso é um saco, que há uma panela fudida, que eu teria de me dedicar integralmente, etc, etc... E que, enquanto tudo isso pode consumir meu tempo, energia e saco, posso otimizar esses mesmos três itens gravando e lançando meu trabalho do meu próprio bolso e com os cartuchos que eu tenho.   

 

Com o “Solo”, de 2005, foi assim. Tinha uma grana e botei toda no CD. Não tive retorno financeiro de nem 40% do que investi – e foi coisa de 3, 4 mil reais. Mas o que ele me trouxe de alegrias não é bolinho não... Foi só depois que eu o lancei que identifiquei, em mim, uma identidade com o violão. Fora que a maior parte das pessoas que tem o disco gostam muito dele. Que bom! Além disso, depois de lançar o CD tudo ficou mais fácil: passei a ter um “cartão de visitas” que me possibilitou muita coisa bacana – novos recitais em lugares que eu não tinha acesso antes, tocar seis meses no Allez, Allez!, fazer meu trabalho chegar até umas figuras bacanas, etc, etc...

 

O novo CD vai ter 17 músicas. Quase o dobro do outro. Dessas, 9 são minhas. Dessas 9, 4 tem letra (minha) e serão cantadas por artistas convidados: Eliane Barne, Rita, grupo Karalargá... falta fechar uma pessoa, já que a Badi não topou. Há, ainda, outras 3 peças de outros compositores, originais para violão. Por fim, terei outras 5 músicas não originais para o violão - cujos arranjos para esse instrumento são meus. Pax Bittar vai fazer um sonzão em “A Tocaia”, com um monte de percussões loucas. E vai rolar um pandeiro nervoso de alguém em uma música nova que ainda não tem nome. Enfim, tem tudo por fazer ainda...

 

De todo modo, ontem fiquei na Flávia Calabi até tarde. E voltei para casa com um CD de amostra com as seis faixas que já estão editadas. Falta equalizar, sonorizar, criar um clima. Mas não paro de escutá-las, deliciado de imaginar que elas estarão juntas em um novo projeto que eu amo.

Por Rafael Cortez às 15h04

Sobre o autor

Rafael Cortez, 33 anos, ator, jornalista e violonista.

Já foi redator de texto erótico para celular, produtor de teatro, circo e TV, assessor parlamentar de uma vereadora de São Paulo, atendente de videolocadora, organizador de mais de 60 festinhas infantis e tem DRT de Palhaço. Gosta de Nara Leão, Public Enemy, lasanha e que cocem suas costas com as unhas. Está na TV como um dos repórteres do programa CQC, da Tv Bandeirantes.

Sobre o blog

Espaço para textos reflexivos, ácidos e que busquem alguma inteligência. Local para reflexões artísticas e culturais diversas. Não, aqui você não encontrará fofocas sobre o meio das celebridades. Não, aqui você não verá piadas a todo tempo... Mas se o autor se esforçar, você poderá ler alguma coisa boa. E contribuir comentando com algo melhor...

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