Blog do Rafael Cortez

17/04/2008

Torta

Esse é um trecho do Curta-Metragem que estréia esse ano, comigo e com a Marisa Mestiço, minha amigona e grande atriz. Se chama TORTA (não gosto muito do nome, mas o diretor curte...) e é dirigido pelo grande Ricardo Vargas, brother querido e responsável por fazer meu TCC da PUC virar realidade (devia essa pro cara, por isso me envolvi nesse mico! Haha!!).

Gravamos tudo em um corrido dia, onde fechei a maratona de trampos com uma matéria gravada em seguida para o CQC, em meados de fevereiro...

Bem, em breve, segundo o Vargas, vai estar nos cinemas. Ufa!

P.S - O cara fez tudo sem recursos e na base da amizade, com um monte de gente que abraçou a causa e não mediu esforços pra tudo dar super certo. Isso é cinema também - e nessas condições, deve ser ainda mais! 

 

Por Rafael Cortez às 01h48

Oscar Filho, eu e a galera - Bia, em destaque - que foi ao vivo no programa dia desses...

Por Rafael Cortez às 01h42

Aproveitando que aprendi a postar vídeos do youtube aqui no blog, (VIVA!!!) coloco o vídeo que fiz ano passado com a Manô Pamplona, minha amigona. Trata-se de um viral que gravamos para o GPS da Quatro Rodas (que o povo DETESTOU!) . Abraços!

Por Rafael Cortez às 01h36

Novo clipe - Public Enemy - Fight The Power

Por Rafael Cortez às 01h26

Public Enemy - Continuação

 

Flavor Flav

Chuck D, o líder do Public Enemy, é um cara que percorre as faculdades americanas dando palestras sobre o preconceito e sobre os despropósitos da política do Bush. Foi citado pelo Spike Lee, o grande cineasta, como "uma das mais contundentes vozes de toda a América". Em todos os CDs da banda, a maior parte das letras enfatiza problemas administrativos americanos, políticas armamentistas, censuras e perseguições ideológicas. O Chuck já teve o telefone grampeado pelo FBI e é "persona non-grata" em Washington. No clipe de "Son of a Bush" - do álbum "Revolverlution" (censurado, por sinal) - ele preferiu colocar cinco minutos de textos ininterrutos com histórias que vão desde a amizade do Bush pai com Bin Laden, nos anos 80, até as artimanhas do Bush filho com estranhos episódios ligados ao 11 de Setembro. Ou seja, a informação e contestação política do PE vem em detrimento da promoção pessoal de seus intregrantes e da própria banda.

De tanto fazer barulho, foram jogados para escanteio pelos empresários de poder do show-business do Tio Sam. Nem por isso o grupo estremeceu. Chuck D foi o primeiro cara a disponibilizar os CDs da banda, de graça, na internet. Deu uma banana para o monopólio das gravadores e a escravidão a que submetem seus artistas. Fomentou o mercado independente e, anos depois, criou sua própria gravadora - só com artistas engajados. Hoje é referência como empresário e artista independente. No Brasil, influenciou a postura de muita gente - como o Lobão, que, em uma fase, resolveu lançar seus CDs em bancas de jornal, praticamente sozinho.

Tá certo que o PE tem suas contradições. No começo do grupo, um de seus integrantes - o Professor Griff - teve de ser demitido. Ele falou mal dos judeus e praticamente defendeu o Genocídio. Mais tarde, quando a poeira baixou, ele voltou mais "pianinho". Mas a maior das contradições do PE se chama Flavor Flav. É o rapper co-fundador do grupo e que atua como um "fanfarrão" da banda - vive aos pulos no palco, com dentes de ouro e enormes relógios pendurados no pescoço. É um cara absurdamente divertido e extremamente popular. Acabou sendo o responsável por boa parte do sucesso dos caras e por parte da retomada do sucesso de outrora. Muita gente vai aos shows deles para ver o Flavor.No entanto, ele chutou o balde a vida toda: foi preso várias vezes por consumo de drogas e direção perigosa no trânsito. Deu altas porradas em esposas e namoradas. Participou de reality-shows em canais nocivos de TV, bem ao estilo BBB... sendo que o Chuck sempre defendeu um discurso onde a banda daria o exemplo no quesito drogas, violência e mídia.

O PE sempre odiou a imprensa vazia e burra da diversão barata, os jornalistas irresponsáveis e alarmistas ("Don´t Believe The Hype") e a prostituição das pessoas ante atrativos de programas populares e mercenários. Bem, o Flavor sempre deu o mau-exemplo dentro da própria banda. Casa de ferreiro, espeto de pau. Mas sempre levantou o grupo com seu impagável "Yeeeeeaaaahh Boooooooyyyyyy!!!!" e suas roupas extravagantes.     

Pobres ídolos. Ninguém mais ouve eles. Seus discos chegam atrasados aqui e vendem mal. Não devem voltar ao Brasil mais - vieram em 1991 e 2003 (e eu fui nos dois shows). Estão cada vez mais ofuscados pelos novos rappers e são tratados como vovôs do gênero musical, justamente após completar 20 anos de estrada e de coerência de discurso. 

No entanto, a fala dos caras continua afiadíssima. E as batidas ainda são do caralho, mesmo sem o DJ Terminator X. Para quem gosta de dançar, um CD do PE segura uma festa, fácil, fácil. Nos shows, os integrantes vestidos como guardas civís ou soldados do exército (chamados de Seguranças do Primeiro Mundo) continuam fazendo manobras militares sincronizadas, com espadas de samurais ou falsas Uzis, em meio a momentos inteiros de reverências negras e punhos erguidos - sem jamais dar um sorriso. Figuras fortíssimas! Professor Griff continua permeando as apresentações com chutes e golpes de Kung-Fú, sempre bravo e atuante no contraponto dos MCs. O Flavor ainda é um louco empolgante, com quem se pula junto. E o Chuck continua mandando o Bush se fuder no meio dos shows com o coro de todo mundo.

Seguem um vídeo ("Hazy Shade of Criminal") para os que quiserem conhecer mais o PE, bem como o site oficial:

www.publicenemy.com 

Por Rafael Cortez às 01h12

Public Enemy

Quero aproveitar a boa fase de popularidade desse blog pra fazer publicidade de algo que eu gosto demais. Algumas pessoas vão achar estranho, outras vão me achar ultrapassado. Mas eu sou absolutamente fanático por PUBLIC ENEMY.

O Public Enemy é um grupo de rap norte-americano que fez um tremendo sucesso no fim dos anos 80 e início dos 90... e que depois passou por uma crise, ficou decadente, teve um rápido resgate de popularidade e, por fim, estagnou no mercado independente americano - onde se encontra até hoje.

Quem me conhece bem sabe que tenho uns trezentos ou quinhentos CDs de violão clássico. Que estudei esse instrumento que nem um louco, por uns 10 anos... que tive aula com uma galera fera, eduquei meu ouvido e até apurei meu gosto pela música clássica como um todo (que ouço com frequência). Muita gente sabe que eu tentei ser um músico erudito e que sou chato demais com gosto musical. Logo, como gostar de rap? E de Public Enemy?

Fácil: trata-se de uma das poucas - senão a única - banda atuante hoje nos EUA que ainda faz um protesto contundente ao sistema capitalista americano, bem como à política bélica e inconsistente do senhor Bush e, antes dele, de seu pai. Que critica os pilares em que estão calcados os valores do povo local, onde racismo e segregação social refletem anos e anos de aquisição de valores equivocados ou, no mínimo, questionáveis. E eles fazem isso há 20 anos, pagando - a duras penas - pelo peso de refletirem uma opinião forte: foram perseguidos, segregados da indústria musical competitiva, migraram para o mercado independente e tiveram de rebolar com a realidade de se fazer comunicáveis, hoje, a uma parcela pequena de pessoas engajadas com um discurso de contestação política e ojeriza ao preconceito racial.

Ao contrário de muitas bandas conhecidas como "gangsta rap" no fim dos anos 80 (onde havia o NWA e RUN DMC, por exemplo), o Public Enemy não restringiu sua fúria apenas à direita branca conservadora americana, que insistia - e ainda insiste - em resgatar a KKK ou ver sentido no Holocausto, por exemplo. A briga do PE até hoje vai mais além: é política, é de contestação de valores e condutas de governos que passam pelos caras sem derrubá-los. Tem sido assim desde o Reagan, e os caras ainda estão de pé.

Antes que meu texto soe anti-americano, queria dizer algo. O que me irrita não é tanto o sistema político vigente nos EUA ou os EUA em sí... mas esse ranço de acomodação da indústria de entretenimento americana, que pouco ou nada faz em relação à entrega de um questionamento contundente. Falo da indústria de entretenimento porque essa é a que gosto de observar, uma vez que também faço parte dela, aqui. Não me refiro aos filósofos, psicólogos e demais estudiosos que se debruçam sobre o fascinante tema do American Way of Life e/ ou sobre quem governa o país, e embazado em que doutrinas e valores. Foco minhas atenções em atores, músicos e demais artistas em relação aos EUA, aqui no Brasil ou no lugar que for no mundo... porque, para mim, artistas tem responsabilidade social. Devem se ater ao peso que suas imagens e opiniões exercem sobre as pessoas - de modo a pensar duas vezes se devem aparecer na varanda de seus mega-apês para falar do carro novo ou da última transa, em meio a um cenário onde pessoas passam fome. Não raro, gosto do Michael Moore. Consequentememte, sou fã de Public Enemy. Não por acaso, trabalho no CQC. (CONTINUA...) 

Por Rafael Cortez às 01h02

13/04/2008

Eu e a Marina, amiga que conheci através do CQC... aliás, roubei essa foto do orkut dela. Beijos, Má!

 

E desconsiderem minha gravata torta, por favor...

Por Rafael Cortez às 16h02

Machado de Assis

Estou gravando Memórias Póstumas de Brás Cubas, do Machado de Assis, em áudio-livro. Já gravei O Alienista e Dom Casmurro, também do mestre, para essa mesma editora de livros em áudio - a Livro Falante.

Os CDs serão destinados a todo público de Ensino Fundamental e Médio brasileiro, bem como vestibulandos e demais interessados. Ao contrário do que muita gente pensa, não se destinam unicamente ao público cego. Na real, os áudio-livros no país estão ganhando espaço no mercado por conta de uma preguiça generalizada pela leitura apurada popular e, também, como uma alternativa viável de aquisição literário nos dias de hoje... onde pouca gente pode parar para ler um bom livro (o que é uma pena).

Por um lado, os áudio-livros refletem isso: as pessoas andam preguiçosas e ocupadas demais para a Literatura. Por outro, expressam um desejo maior de que essa mesma Literatura não seja abandonada nunca, ainda que tenha de se adaptar à vida moderna e novas tecnologias.

Acho que a Sandra Silvério, a responsável pela Livro Falante, é uma corajosa e visionária mulher. Sabe bem que não devemos deixar essa moçada se acomodar com a internet e as bobajadas que a TV oferece como alternativa aos livros. E sabe, também, que clássicos são clássicos. Que mais vale gravar a obra do Machado, que é o nosso maior escritor - e é gênio - do que enveredar pelos Harry Potters da vida... para tanto, ela investe tempo, grana e trabalho nessas obras. E me deu a oportunidade de imortalizar esses textos difíceis e maravilhosos. É bom demais saber que os livros da minha infãncia vão fazer parte da infância e adolescência de muita gente através da minha voz!

Tenho feito a minha parte, lendo tudo com minha melhor dicção, atenção e afeto. Tendo o máximo de sensibilidade para saber compôr a narrativa sem excessos de ator, mas com as devidas intenções e destaques das tramas onde elas de fato cabem. E leio tudo à base de muita água de côco para limpar a garganta e a mesma emoção de antes, quando li o Machado pela primeira vez.

Em tempo: esses três áudio-livros comigo serão lançados na edição desse ano da Feira Literária de Paraty - a FLIP, em junho, se não me engano. Estarei lá, acho... e se alguém quiser conhecer mais o que a Sandra e a Editora Livro Falante tem feito, vale acessar http://www.livrofalante.com.br/. Lá, se encomendam também outros títulos literários narrados por atores como a Leona Cavalli, Cristina Mutarelli e Giuseppe Oristânio.

Por Rafael Cortez às 15h58

São Paulo

É preciso que se destaque, também, o que funciona em termos de serviços públicos à nossa volta. Da mesma maneira que existe esse hábito horroroso de só destacar a violência, dengue e criminalidade na cidade do Rio de Janeiro (que tenho visitado a trabalho constantemente, e que - na minha opinião - está cada vez mais apaixonante), aqui, em São Paulo, é recorrente esse ranço de dizer que tudo está uma merda, que a gente só é escravo do trânsito e que há tanta gente morando desordenadamente na cidade. Nela, por sua vez, nada funcionaria. Ainda mais sob a égide de governos questionáveis, como tantas vezes rotulam nossa prefeitura e governo do Estado.

Buenas, gostem ou não de São Paulo, e do Kassab e Serra (...), é fato que devemos dar crédito a algumas coisas aqui. Sei que tem gente com visões caricatas da minha cidade - e gente de muitas outras localidades brasileiras lendo esse blog, sem conhecer ao certo o que é essa megalópole. Eu diria que aqui, apesar de tudo, é onde vc pode comer como em nenhum outro lugar do Brasil. É onde há a comida do mundo todo à sua disposição, com os melhores serviços e atendimentos... e que a nossa noite é, de fato, sensacional...

Mas, me atendo ao que comecei no primeiro parágrafo, diria que há serviços públicos aqui que ainda funcionam muito bem mesmo. Sexta ví isso de perto quando fui ao Poupa-Tempo da Sé fazer a Segunda Via do meu pútredo RG... percebi que não fiquei nem uma hora ao todo na unidade, e que tudo me pareceu tão limpo, organizado e funcional, que tive de tirar o chapéu... e na terça o meu documento vai estar pronto. Pô, e eu que pensava que amargaria uma longa fila, em meio a um grande calvário, similar ao vivido por mim em meus áureos 14 anos de idade, quando definhei toda uma existência cruel de horas e fome para tirar a minha Carteira de Trabalho...

Agora, o trânsito dessa merda maravilhosa de cidade está, de fato, uma bosta!!!!     

Por Rafael Cortez às 15h40

Sobre o autor

Rafael Cortez, 33 anos, ator, jornalista e violonista.

Já foi redator de texto erótico para celular, produtor de teatro, circo e TV, assessor parlamentar de uma vereadora de São Paulo, atendente de videolocadora, organizador de mais de 60 festinhas infantis e tem DRT de Palhaço. Gosta de Nara Leão, Public Enemy, lasanha e que cocem suas costas com as unhas. Está na TV como um dos repórteres do programa CQC, da Tv Bandeirantes.

Sobre o blog

Espaço para textos reflexivos, ácidos e que busquem alguma inteligência. Local para reflexões artísticas e culturais diversas. Não, aqui você não encontrará fofocas sobre o meio das celebridades. Não, aqui você não verá piadas a todo tempo... Mas se o autor se esforçar, você poderá ler alguma coisa boa. E contribuir comentando com algo melhor...

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