Blog do Rafael Cortez

12/07/2008

Nau de Ícaros

Olá amigos!

Tenho um pedido pessoal a fazer a cada um de vcs nesse blog - ou, ao menos, para os que moram na cidade de São Paulo.

Vcs DEVEM assistir aos espetáculos da Cia. Cênica Nau de Ícaros. A Nau de Ícaros é um grupo de Circo/ Teatro e Dança Contemporâneo; uma reunião de gente criativa, vibrante, multimídia e especial. Eles estão com dois belos trabalhos em cartaz na capital, no Shopping Eldorado... e completaram recentemente 15 anos de uma pesquisa muito séria e especial, onde ganharam um monte de prêmios, se apresentaram em diversos países e criaram uma assinatura especial no mercado das (boas) artes do Brasil.

Falar da Nau não é nenhum sacrifício para mim. Como sei que meu blog agora está sendo bem visitado e que foi selecionado para discutirmos assuntos como arte, não posso perder a oportunidade de apresentar o grupo para vcs. E de reiterar meu amor pelo trabalho que essa trupe faz; reiterar minha gratidão por tanta coisa boa que eles me deram ao longo de 10 anos - e falo dos trampos, das festas, das oportunidades artísticas e dos amigos pra vida toda.

Trabalhei com a Nau de Ícaros nos anos de 98 e 99. Depois, voltei para eles em meados do ano 2000 e continuei por mais 3 anos. Foi com eles que conhecí metade das coisas que gosto hj - até porque essa metade vem deles, do esforço e talento de cada um, da criatividade e direção do Marco Vettore, do amizade do Alvinho... e por aí vai.

Na Nau eu era produtor. Mas ataquei várias vezes como músico. Não esqueço das festas Ultreya que produzimos juntos, e das múltiplas canjas que dei lá... do sapateado flamenco de um dos atores no teto do Galpão deles, enquanto eu tocava altos rasgueados... do meu solo de violão ilustrando as performances no trapézio e tecido do casal europeu Vega e Lôla, junto com um guitarrista de rua...  e de tantas coisas mais.

Ainda que hoje eu não esteja em cartaz como ator ou músico, digo com o maior orgulho que a Nau de Ícaros é o meu grupo de coração. Sou integrante também e sei que eles me acolhem com o maior carinho sempre - e que são os meus maiores fãs e grandes amigos. Em resumo, colegas, a Nau é do caralho... e eles estão em cartaz com um espetáculo infantil e outro adulto.

Poderia dizer muitas coisas sobre ambos trabalhos, uma vez que assisti cada um várias vezes e contribuí um pouco em cada um. Mas quero que vcs tirem suas próprias conclusões vendos trechos deles nos vídeos que estão abaixo:

 

O espetáculo adulto, "De Um Lugar Para o Outro" tem direção de José Possi Neto. Coreografia de Miriam Druwe. É um show para os olhos e ouvidos. Do caralho!

De 04 a 27 de julho - Quinta a sábado, às 21hs. Domingos, às 20hs.

Duração: 60 minutos

Idade Mínima: Livre

IMPORTANTE: A temporada do espetáculo "De um Lugar para o Outro" é patrocinada pela Viação Cometa. Há uma baita promoção pra quem tá fora de São Paulo. A Cometa te leva "De um Lugar para o Outro". É só apresentar uma filipeta de divulgação juntamente com uma passagem Cometa (de junho ou julho) na bilheteria do teatro, com uma hora de antecedência ao início do espetáculo, e trocar por um par de ingressos gratuito. Essas filipetas estão disponíveis nos pontos de venda da Cometa no Estado de São Paulo.   

Ainda no mês de julho: "Cidade dos Sonhos".

Sábados e Domingos, às 16hs - espetáculo para toda a família

 

Os dois trabalhos estão em cartaz no Teatro Copa Airlines (800 lugares) - Shopping Eldorado (3o piso).

Avenida Rebouças, 3.970 - São Paulo - SP/ telefone - (11)4003-2330

www.teatrocopaairlines.com.br

 

E para conhecer mais a Nau de ícaros e tudo que a companhia faz, acessem:

www.naudeícaros.com.br

Um abraço!

Rafa

  

 

            

Por Rafael Cortez às 19h48

10/07/2008

Sobre Paraty e outras coisas mais... (FINAL)

Voltando à Paraty

 

Pois é, mas voltemos à Paraty. Toda essa coisa de refletir sobre a Flip, que me levou a falar sobre inteligência, nasceu de um único fator: estava em Paraty e a cidade estava em festa – uma festa culta, por isso a reflexão.

Os audiolivros estavam à venda na Livraria da Vila que foi montada na cidade. Não deu pra fazer nada por eles – nem um eventinho com o intérprete (eu), nem um papo com o público, nem um encontro com a editora. Em parte, a culpa é minha. Eu só soube que iria à Paraty na própria sexta. Não deu tempo de organizar nada com a Sandra Silvério, de criar qualquer buchicho. Ok, mas isso só nos motiva mais a fazer bem os lançamentos em São Paulo.

O fato de não poder fazer muito pelos meus títulos em Paraty não brochou em nada a viagem. Começa que eu estava bem acompanhado: fui de ônibus com o Diego Barredo, diretor do CQC (olha a puxada de saco, chefe!! Haha!!) e com a Carol, namorada do André Rodrigues, roteirista do programa.

Lá, nos reunimos com o André. Ele já tinha descolado um lugar bacana pra gente ficar. E encontramos o Tas, claro. Foi gostoso conviver um pouco com ele fora do programa e aprender ainda mais coisas a seu lado. Nem vou me estender porque vai parecer babação de ovo, sendo que nem é. Ele merece cada elogio. O Tas estava com a Luiza, sua filha mais velha. Uma figura. Toda engajada, inteligente e fanática por seu celular. Em Paraty ainda estava o André Mascarenhas (outro produtor do programa) e a Thais, sua namorada. Foi com essa turma boa que nos reunimos numa mesa de bar no meio da rua e passamos parte da tarde.

 

 

 

 

 

Essa foto de Marcos Serra Lima saiu no site do EGO na Globo.com. Diz assim: "Marcelo Tas e seu companheiro do programa “CQC” Rafael Cortez reuniram amigos na tarde deste sábado, 5, numa mesa animada na Rua do Comércio. Depois de mediar a mesa “A Mão e a Luva” com Neil Gaiman e Richard Price, Tas encontrou com a turma para um almoço descontraído na rua mais agitada de Paraty." O engraçado é que a foto registra o único momento em que nenhum de nós parece descontraído, haha! Na imagem vcs tem, em sentido horário: eu, Luiza (filha do Tas), Tas, Diego, André Mascarenhas, Thais, casal de amigos do André Mascarenhas, André Rodrigues e Carol 

Foto: Marcos Serra Lima

 

Noite de Paraty e breve reflexão correspondente

 

A noite de Paraty; que maravilha... coisa que não acontece mais em nenhum lugar de São Paulo, ainda que a gente tenha aqui a Vila Madalena e sua boemia. Gente bebendo, cantando, tocando e dançando nas ruas. Me lembrou uma fase rara da década de 90, quando eu era adolescente, quando ainda se podia celebrar a vida noturna no meio das calçadas do meu bairro. Agora há a Lei Seca. Os bares fecham 01 da manhã. Só se entra na vida louca das madrugadas se o local tiver o devido isolamento acústico – o que poucos tem. Em resumo: se o Vinícius de Moraes estivesse vivo hj ele estaria ferrado.

Eu adoro eventos de rua. Pra mim, baladas nas calçadas sempre foram as mais tentadoras. Essa coisa que tinha no Morro do Querosene, a Festa do Boi, em Sampa. Que não sei mais se tem em algum lugar da Lapa ou em Santa Tereza, no Rio, uma vez que não tenho mais freqüentado a vida noturna carioca. Isso que eu conheço como Ultreya, festa que produzi na Cia. Cênica Nau de Ícaros, tbm na minha cidade, por alguns anos – começava na rua com Maracatu e depois culminava numa balada que ninguém mais viu igual dentro de um grande galpão. Que saudade.

Não sei do resto do Brasil. Talvez vcs possam me contar. Mas me dei conta de que São Paulo não pode mais, ainda que queira, incorporar os emaranhados da cidade às manifestações culturais que querem viver nela. Não dá mais. Antes vc podia contar com um Cortejo de Maracatu na Pompéia no final de semana, ou com uma balada onde uma rua era fechada pra galera dançar. Tudo mudou demais. A megalópole cresceu muito e todo mundo precisa se respeitar – até porque tudo envolve gente demais hj, uma vez que se descobriu que toda e qualquer coisa mais descolada da cidade é... a coisa mais descolada da cidade!

É óbvio que, à medida que uma cidade cresça, ela incorpore novos hábitos e disciplinas. Mas a identidade cultural da minha cidade mudou demais. Ela, que viu as festas de rua; as marchinhas carnavalescas da década de 40; os blocos de samba que minha mãe descreveu na juventude. Hoje SP confina gente em casas noturnas apinhadas de gente, sem personalidade, sem carisma. E sem democracia nenhuma, já que não é todo mundo que pode pagar uma entrada de 20 reais ou uma consumação mínima (proibida por lei, inclusive) de mais 15 ou 30 pilas. Em resumo, que pena.

Mas em Paraty deu pra curtir um pouco do que era referencial de baladinha boa pra mim quando eu tinha entre 16 e 23 anos. Eu me senti com uns 18 anos novamente. Comprando cerveja dos ambulantes, entrando em rodinhas de galera, cantando junto com o povo e flertando com as mulheres do sambinha. Teve até historinha boa pra contar depois.

 

Por fim...

 

Por fim é isso. Menos é mais ainda, lembram? De um simples final de semana em Paraty dá pra extrair tanta coisa. Que bom que eu terei muitos outros dias assim ao longo da vida.

Desejo o mesmo a cada um de vcs.

 

Um abraço!

Rafa

Por Rafael Cortez às 20h15

Sobre Paraty e outras coisas mais... (PARTE A)

Quinta-feira já. E eu tenho coisas a escrever desde a outra semana. Vontade de falar como fiquei feliz de ver a cara da Ingrid Betancourt soltinha da silva, gorducha e feliz... ainda que tenha, como tantos outros, dúvidas grandes acerca da operação que a libertou. Vontade de comentar e-mails e críticas que recebi... de falar de um show que fui na terça, etc, etc... e por aí vai. Mas vamos por parte, como diria Jack, o Estripador (essa é velha).

O que mais me deu vontade de dividir com vcs foi a viagem maravilhosa que fiz à Paraty no último final de semana. Como vcs sabem, dois de meus audiolivros (“Dom Casmurro” e “O Alienista”, de Machado de Assis) já saíram. E foram lançados na Festa Literária Internacional de Paraty sem maiores alardes. Mas beleza... isso serviu de pretexto pra dar um pulo na cidade.

O mais difícil agora é conseguir garantir dias livres pra viajar ou fazer qualquer coisa que envolva o tal “papo pro ar”. Vcs sabem que o CQC é um programa jornalístico, de abordagem cômica, e que – como qualquer trabalho de jornalismo – envolve matérias quentes. Logo, a gente raramente sabe o que vai gravar e quando o fará. Por isso é difícil viajar de boa, tirar uma folguinha, agendar isso com antecedência, etc.

Mas deu certo. Consegui ir à Paraty na noite de sexta última. Saí de lá domingo no fim da tarde. Apenas uma noite lá. Mas foi sensacional!

 

Paraty

 

 

 

Sim... isso é Paraty!

 

 

Começa que a cidade é uma das mais lindas, mais incríveis e de melhor astral entre as que já conheci. E que com o grande evento literário que abriga uma vez ao ano só melhora. O que já é bom engrandece. As pessoas ficam num astral ótimo, em meio a uma coincidência de belezas e energias boas. Fazem um contraponto às casas antigas e bem conservadas, erguidas em ruas de pedra que sempre te dão a sensação de que vc bebeu mais do que devia (experimente se equilibrar nos paralelepípedos depois de tomar umas cachaças ou depois que chove... haha!). Há montanhas em volta da cidade, daquelas bem verdes mesmo... e elas ficam bem equilibradas com aquele marzão de um azul que só as águas cariocas tem, de onde se pode ir a outras praias sensacionais. É o caso de Pouso da Cajaíba, lugar que me obrigo (como se fosse obrigação, hehe...) a visitar uma vez por ano, pelo menos.

Paraty tem dezenas de lugares que fazem a festa de pessoas de todas as idades. A Melhor Idade se encanta com os cafés coloniais deliciosos. As mães se apaixonam pelas casas de artesanato. Os pais, pelas belas outras mães que por ali passeiam. Os jovens podem ter certeza que vão tomar umas geladas magníficas assim que quiserem... bem como paquerar à vontade. E as crianças tem parques, praias, casas temáticas e brinquedos nas ruas. Ou seja, é uma das cidades mais democráticas que já vi.    

 

Flip

            

A Flip ainda é um pouco seletiva sim. Ao menos se considerarmos que o custo de uma viagem à Paraty num final de semana do evento não é dos mais convidativos... ainda que a programação seja “ecumênica”, o que acaba arrastando mais a classe média do que o povão ainda é o que se paga pela rede hoteleira e gastronômica da cidade. Vi no blog do Tas um cara reclamar que a Flip é elitista; que não representa o povo mesmo. Falou, por exemplo, que o Ferréz nunca iria ao evento; que nunca o Ferréz tinha ido lá (o que, por sinal, não é verdade). No caso desse comentário específico, o cidadão se queixava da programação do evento e do distanciamento que impõe às camadas mais simples da sociedade. Mas só indo à Flip mesmo para entender que não é ela em si que cria abismos entre as classes sociais... mas o fato de acontecer em uma cidade que vive do turismo e que se caracterizou por receber turistas mais abastados.

O evento literário de Paraty é bem democrático. Há livros de todos os gêneros e com diferentes abordagens e erudições. A menos que a pessoa tenha problemas com livros ou que não goste mesmo de ler, a Flip é o que há de inteligente e é o que há quando se fala em conquistar essa inteligência. Para mim é um pouco raso dizer que o evento é elitista por reunir uma nata pensante e uma gama de autores contemporâneos mais inacessíveis ao povão. É preciso que se diga que o homenageado deste ano na Flip foi o Machado, nosso maior autor brasileiro. E que os livros do Machado são lidos até mesmo nas escolas de periferia do nosso país.

Agora, quanto ao cenário atual da literatura mundial, é outra coisa. Se vcs quiserem um panorama detalhado do que foi esse evento, quem são os caras, o que abordam seus livros, como foram as mesas na cidade com eles, etc, aconselho que leiam o Blog do Tas. Ele foi um dos mediadores convidados e fez a cobertura pelo UOL em seu blog. Ele sim pode falar sobre o novo cenário e criar as devidas reflexões. Já eu... não me envergonho em dizer que estava na Flip assumindo minha ignorância em relação à escrita dos dias atuais. Não me envergonho em assumir que sou um fã ardoroso dos clássicos, que gosto de reler os livros da minha infância e juventude, que trabalho com Machado de Assis, que sempre curti os mesmos filmes, livros e músicas. Mas o que vale é que não me distancio deles; não sei muito sobre Neil Gaiman e Stoppard, mas não me distanciei da literatura que conheço e que me encanta. E essa, como outras, estava na Flip. Logo, lá se pode reunir gente de todos os tipos de inteligência – desde que a maior delas seja a afinidade com livros.

 

Breve tratado sobre a inteligência

 

E por falar em inteligência... quero dizer a vcs que eu percebi bem minha ignorância na Flip. Haha, engraçado isso... eu me gabo às vezes de ter uma pegada mais elaborada nesse blog, de querer falar bonito, de me sentir culto e tudo mais... mas admito que vi o meu vazio no evento. Entendam bem o que eu escrevi: uma coisa é entender o evento em si, outra é gostar dele e sentir-se bem no meio do mesmo. Como falei um pouco sobre a literatura contemporânea e de como não a conheço, é com base nela que assumo que também me senti burraldo em Paraty. E gozado: cruzei vários amigos que me disseram o mesmo – que não sabiam patavinas sobre Gaiman. Mas que otimizaram as energias sorvendo coisas do Machado e lendo os versos do Drumond na praça. Pelo menos estávamos lá pelos livros e pelo que podemos dar por eles. Não excluímos ou julgamos o evento de acordo com a incapacidade do mesmo em adequar-se ao nosso repertório de conhecimentos.

Esse papo de inteligência é engraçado. Inteligência é coisa tão relativa... vou dar um exemplo: minha avó paterna é uma das mulheres mais sábias que eu já conheci. E nunca a vi lendo nada. Do mesmo modo que tem muita gente que me escreve posando de íntima e inteligente à beça... mas só vem fofocar comigo os erros de português de quem me escreve no blog ou no orkut. O louco é que essas mesmas pessoas que erram tanto o português já conseguiram me passar umas coisas tão, mas tão legais, tão sábias... ao passo que quem as criticou demonstrou tanta ignorância disfarçada em forma de erudição. Ora... quer coisa mais ignorante que julgamento e fofoca?

Lembro de um episódio nesse blog. Escrevi um texto em que entrevisto a cantora Nara Leão (“Nara Está Viva!”). Era uma crônica. A Nara aparecia; concedia uma bela entrevista e ia embora. O interessante é: a cantora Nara Leão está morta desde 1989. No meu texto, eu inventei uma nova realidade e fiz de conta que ela estava viva, me dando ao luxo de supor como teria sido sua vida desde então – e como é sua vida hoje.

Sei que muita gente me escreveu. Sei que muita gente que escreveu não sabia que a Nara estava morta. E parte dessa gente escreveu bonito, não entrou no mérito da questão e deixou uma impressão inteligente nos comentários. Mas sei que uma garota teve a espontaneidade de comentar que tinha curtido o texto e que passaria a conhecer mais o trabalho da Nara. Que a entrevista estava boa e que ela até tentaria ir a um show da cantora, se não me engano. Em resumo, ela não sabia que a Nara já morreu. Mas nem se ligou ao falar disso – ela queria comentar, foi espontânea, saiu escrevendo. Pra quê? Se ferrou.

Várias pessoas escreveram em cima do post dela. Criticaram à beça, chamaram de burra; deram uma crucificada na menina. Ela, por sua vez, sentiu-se péssima. Se deu conta do erro e deu uma desaparecida do meu blog. Tempos depois me escreveu um e-mail comentando como ficou mal e o quanto meu cyber-espaço é intimidante... como ele reúne pessoas que se colocam como professoras da verdade, do português e da inteligência, uma vez que se propõe a ser um espaço de textos, críticas e reflexões inteligentes...

Eu respondi à garota dizendo que ela seria sempre bem-vinda aqui. E que gostei demais dela; do ato dela ter me escrito. E que ninguém tem a obrigação de saber certas coisas na vida, como o fato de que a Nara Leão já morreu. Por fim, disse que só de saber que conquistei uma possível nova fã de Nara já me senti feliz de verdade.       

Quem vai dizer que aquela mulher, que teve a coragem de admitir sua própria ignorância ao me escrever o que lhe passou pela cabeça na hora, é menos inteligente do que tanta gente que se vale de um diploma e cursos mil para apenas proliferar preconceitos, fofocas e futilidades? Inteligência é coisa relativa. (CONTINUA...)   

Por Rafael Cortez às 20h05

Sobre o autor

Rafael Cortez, 33 anos, ator, jornalista e violonista.

Já foi redator de texto erótico para celular, produtor de teatro, circo e TV, assessor parlamentar de uma vereadora de São Paulo, atendente de videolocadora, organizador de mais de 60 festinhas infantis e tem DRT de Palhaço. Gosta de Nara Leão, Public Enemy, lasanha e que cocem suas costas com as unhas. Está na TV como um dos repórteres do programa CQC, da Tv Bandeirantes.

Sobre o blog

Espaço para textos reflexivos, ácidos e que busquem alguma inteligência. Local para reflexões artísticas e culturais diversas. Não, aqui você não encontrará fofocas sobre o meio das celebridades. Não, aqui você não verá piadas a todo tempo... Mas se o autor se esforçar, você poderá ler alguma coisa boa. E contribuir comentando com algo melhor...

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