Blog do Rafael Cortez

11/09/2008

Gazeta do Aristides - parte 3 - FINAL

Junho de 1989

 

Em abril, completamos um ano de Gazeta do Aristides. E a gente passou muito tempo se matando para fazer uma edição comemorativa.

 

Mas a greve de professores da rede estadual de ensino nos pegou de surpresa... foram dois meses de paralisações. Logo, aqui estamos... junho... e tem um monte de coisa nesse sétimo exemplar do Gazeta que parece desatualizada... mas que culpa a gente tem se o Orestes Quércia e os professores não chegaram a acordo algum nos meses que passaram?

 

A gente tinha se preparado tão bem... se não tivesse greve, a edição sairia bonitinha, com tudo certo. Mas essa parada nos trabalhos foi broxante. E a gente se reuniu com um material defasado e optou por publicar ainda assim... refazer as matérias ia dar muito trabalho... e é a primeira vez que somamos gente nova na nossa equipe de quatro pessoas.

 

Isso virou mesmo um jornal de verdade. Tem a equipe de xérox, liderada pelo Marciano... mas que tem mais umas duas pessoas prontas pra ajudar ele na escola da tia. Tem uma mulher (também da “Nova Lourenço Castanho”) que digita tudo e dá a folga pro Luciano administrar todas as entregas... ela tbm cuida de recortar e colar todas as ilustrações que eu mandei num papel à parte e que devem ser encaixadas em cada lugar respectivo... ah, e tem também uma outra pessoa que entrega os jornais aqui pra gente no dia certo... e a tiragem dessa vez é histórica: coisa de 100 exemplares, por aí!

 

Tá certo que muita coisa deu errado... que a mulher que digita se atrapalhou muito com nossos textos manuscritos e inverteu várias ordens de texto... tadinha, ela ainda se esmerou em utilizar diferentes fontes de letras e tamanhos para a gente...

Mas tem uma coisa... nada justifica o fato dela ter errado e não cortar nenhuma das ilustrações que eu mandei! Elas vieram impressas nos exemplares do jornal como se fosse um material que o próprio aluno-leitor tem de cortar e colar. Ninguém entendeu nada. Ficou uma merda isso!!

 

Bem, pelo menos na capa eu fiz uma ilustração onde se reúnem os desenhos de cada uma das capas anteriores. Fora que temos uma sessão de curiosidades irada, uma matéria minha bem legal sobre esse um ano de jornal, a sessão “Grandes Mistérios” (tá bem legal o meu texto sobre o Monstro do Lago Ness), uma matéria polêmica do Fábio sobre nossa prefeita Erundina, o final da trama de “Alfa Sete – O Mistério” (esse Fábio...), dicas de filmes, passatempos e piadas do Luciano e mais bichos com o Marciano... ah, e tem a opinião de todos os alunos da classe sobre a greve – ao menos uma matéria quente, hehe...

 

Sei lá... agora as coisas estão meio estranhas. A gente vai ter muito trabalho com a reposição de aulas. Eu sinto que os meninos estão meio desanimados tbm... mas o fato da classe ter participado em massa do concurso de frases que a gente propôs na edição passada me animou muito! Acho que vai ser cada vez mais trabalhoso, mas é o que eu escrevi no fim do meu texto sobre um ano do nosso jornalzinho: não quero que essa data se repita uma vez só, mas várias outras vezes!  

 

Eu tenho certeza que ainda vamos muito longe com esse jornal. Ele vai ter muito tempo de vida ainda. Vcs vão ver!!!!

 

10 de setembro de 2008                             

 

Acabei de mexer nas histórias em quadrinho que escrevi entre os anos de 1986 e 1990. A turma do Fortudos rendeu nada mais nada menos que 87 historinhas. Algumas com mais de 100 páginas, como aquela em que a galera combate o Jason de “Sexta-Feira 13”. Quem diria que eu produziria muito mais entre os meses de junho de 1989 e agosto de 1990, quando, enfim, parei de desenhar? Quem diria que eu supriria a falta que a Gazeta do Aristides fez na minha vida com mais e mais desenhos solitários?

 

Eu estava relendo os meus exemplares do jornalzinho agora pouco também. Eu nunca mais li o número 3 – o único que não consegui guardar. Quem será que tem?

 

Quem sabe um dia eu procuro na casa do Marciano... Será que ele vai ter tempo pra mim agora que tem a “Confraria da Paçoca” e suas múltiplas atividades de filósofo? Nem sei se a USP ainda exige tanto dele ou não...

 

E o Luciano? Deve estar muito ocupado com a vida nova de engenheiro... que bom que ele otimizou a enorme inteligência, organização e disciplina e fez o que queria.

 

O mesmo fez o Fábio... sempre foi o mais inteligente da turma; fez Jornalismo tbm, depois Direito... mas é feliz sendo o pai da Helena e curtindo rock em casa todo dia depois de trabalhar.

 

O Ivan pode ser que tenha o exemplar perdido. Ele é sentimental como eu. Mas duvido que ele tenha tempo para isso agora que acabou de separar da mulher.

 

Na verdade, eu tbm não tenho tempo. Daqui a pouco preciso dormir porque amanhã tenho coisas do CQC pra fazer.

 

... mas tomara que essa noite eu tenha sonhos parecidos com os que tive na minha época de fazer jornal na escola com meus melhores amigos...

Por Rafael Cortez às 23h39

Gazeta do Aristides - parte 2

Maio de 1988

 

O jornal sobrevive e vamos à segunda edição. As professoras gostaram e não sofremos censuras. Um aluno da sétima série – o Eduardo Bastos, irmão do Luciano – nos manda uma carta. Ela é publicada. Dá muita moral ter uma cartinha de um garoto da sétima série no jornal.

 

Escrevo uma matéria sobre a nossa classe. É a capa do jornal, tbm desenhada por mim e tbm acrescentada de minha grande assinatura. Luciano mostra uma maturidade fora do comum para a idade. É ele quem agita as reuniões de pauta e nos cobra nos prazos. Já é um editor e não sabe. Fábio começa a escrever sua série de ficção científica – “Alfa Sete, o Mistério”. Marciano ainda está se encontrando, mas agita bem as cópias e começa a mostrar uma paixão enorme por bichos. Quer escrever sobre isso. O Ivan anda meio preguiçoso, é verdade... mas participou comigo da entrevista com os dois ganhadores do concurso de gols lançado na edição passada (o prêmio dos caras é justamente ser entrevistado pelo jornal). Um dos meninos que leva o prêmio é o Joel. Ele agora parece estar todo amigão do jornal e até nos pede emprego. Mas eu ainda não gosto dele e até me utilizo de meu poder de repórter para manipular uma de suas respostas de forma pejorativa:

 

Gazeta do Aristides:

 

- A quem vc dedica sua vitória?

 

Joel:

 

- Para o meu papaizinho que me ajudou a parar de engatinhar e para a mamãezinha que me deu mamadeirinha.

 

Outubro de 1988

 

A Gazeta do Aristides chega a sua quinta edição. E isso quase não acontece porque o jornal quase ruiu entre o terceiro e o quinto exemplar.

 

A fase áurea se foi. Aquela, em que fomos tratados quase como celebridades mirins quando visitamos a escola da tia do Marciano... aquela, onde consolidamos nossa união visitando o jornal “O Estado de São Paulo”... vimos gráfica, redações e assistimos a uma palestra... pra aprender com os grandes!

 

Tudo deu errado ultimamente. O jornal até aumentou sua tiragem – agora parte das sextas e sétimas séries tbm recebem o Gazeta, assim como a diretora (ela nos deu uma entrevista) e funcionários. A biblioteca Anne Frank, tbm do Itaim, quer receber nossos exemplares. Temos mais matérias, colunas, assuntos e grande repercussão nos concursos que promovemos com a sala. Mas a equipe está ruindo.

 

O Joel (ah, o Joel...) jogou sujo comigo. Mandou uma carta para o jornal falando umas verdades... os meninos leram antes de mim. Nela, ele alerta que quero ser o dono do Gazeta. Que minha assinatura grande na capa é prova disso... que sou autoritário e monopolizador.

 

Os garotos ficaram furiosos com esse toque acerca da minha assinatura. Nem ligaram muito para o resto. Um dia, no recreio, me colocaram na parede. Aos gritos! Marciano chegou a pedir demissão e o Fábio até quis sair na porrada comigo. Foi foda. Tive de me comprometer a reduzir o meu autógrafo em cada capa desenhada por mim...e fiz uma série de promessas ao grupo para que todos pudessem trabalhar em harmonia de novo.

 

Em seguida, rolaram as férias de julho. Descanso merecido, mas o Fábio foi pra Salvador e não voltou a tempo de entregar suas matérias prometidas. Fizemos outras no lugar e o recebemos de volta com uma adorável notificação de demissão. Uau!

Aí danou-se... o Fábio deu uma entrevista cheia de mágoa para o jornal concorrente da sala. Sim, passamos a ter um jornal rival. Chama “Planeta Diário”. Adivinha quem é o editor? Sim, ele mesmo. Joel.

 

Ainda assim, mesmo com a relação bem estremecida, aceitamos o Fábio de volta. Mas aí foi o Marciano quem passou a dar problemas. Com o aumento da tiragem do nosso periódico, a tia dele começou a reclamar... a Gazeta passou a dar prejuízo para ela. Pequeno, mas existente. A isso somou-se o fato de que não dávamos muita bola para sua coluna de descrição de bichos selvagens. Em parte, isso era verdade... Luciano e eu desconfiávamos que ele copiava as informações das fichas de animais que vinham com o chocolate Surpresa, da Nestlé. Nunca provamos nada. Mas ele se encheu de tudo e pediu demissão de novo... e dessa vez, pra valer.

 

Sem o Marciano a gente fuçou todas alternativas: xérox com meu pai de novo? Nem pensar. Não dava pra contar com a direção da escola (e quem tinha iniciativa de ir pedir ajuda?). Tivemos de envolver o Marciano em uma sedutora rede de promessas de retorno – e nos comprometer a ajudar na missão de copiar o jornal com, pelo menos, alguns pacotes de papel sulfite. Melhor isso que passar a cobrar dos alunos – o Gazeta é e sempre será gratuito.

 

Bem, superados os problemas, cá estamos com o quinto exemplar. E um pouco mais felizes. O jornal do Joel acabou depois que demos uma notícia pesada sobre ele na nossa edição anterior – aliás, foi uma edição com mais de 20 páginas e que marcou o início das ilustrações em cada matéria. Além de uma grande carta minha dirigida a ele (pesada, por sinal), publicamos uma troca de correspondências que achamos entre ele e uma garota de sua cidade. Lá, há fortes indícios de que rolaram beijos entre os dois. Isso foi demais para o Joel. A classe agora enche seu saco o tempo todo e ele perdeu a força. E nós... bem, nós demos um furo de reportagem!

 

 

 

Março de 1989

 

Estamos agora na sexta série. E somos quatro. O Ivan repetiu de ano e ficou de fora.

 

O tesão já não é o mesmo entre nós. As férias de janeiro deram uma freada no pique de todos... e as pessoas da sala parecem ter outros interesses. Há meninas mais velhas na turma agora. Vieram de outro colégio, parece. E estamos com uns três garotos repetentes na sala – tbm mais velhos. Parece que um deles até fuma cigarro!

 

Estamos um pouco aflitos com a receptividade dessa nova galera. Já nos chamaram de crianções algumas vezes, já que vivemos em rodinhas falando do jornal... e eles estão falando de música e de uma tal de Lambada que parece que tem tudo pra estourar!

Mas taí...a sexta edição. Com reportagem principal sobre a Eletrônica. Coisa do Luciano. Um grande concurso que estimula a galera a bolar uma frase sobre o nosso colégio (mas que parece que ninguém ta ligando muito...). Dicas de filmes, receitas, charadas. Quadrinhos, agora só meus...e até uma sessão com poesias que bolo para tentar ajudar os meninos e as meninas a matar a timidez que trava tanto nos bailinhos que eles passam a freqüentar. (CONTINUA...) 

 

Por Rafael Cortez às 23h38

Gazeta do Aristides - Parte 1

Julho de 2008

 

Estou na Bienal do Livro dando uma palestra sobre os audiolivros que gravei com obras de Machado de Assis. Acabei de terminar um bloco onde falei dos desafios da empreitada e de como esse trabalho me deu prazer. Começa a parte em que as pessoas da platéia fazem perguntas. O tempo todo eu reparo em um rapaz que me olha atentamente. Ele está de boné, braços cruzados e um ar de interesse indiscutível.

 

O papo termina e as pessoas se dirigem a mim para dar um alô, pegar o autógrafo no exemplar recém-adquirido, etc. O primeiro a se aproximar é o cara. Ele me diz: “Tive vontade de te perguntar uma coisa... mas fiquei com vergonha... na real, eu queria saber se vc imaginava, anos e anos atrás, quando fazia um jornalzinho com alguns colegas de escola, que vc seria famoso no futuro...”

 

Olhei melhor para ele e não acreditei... era o Ivan! Ivan Raposo... um dos meus amigões do “Colégio Estadual de Primeiro Grau Aristides de Castro”, no Itaim Bibi... integrante do jornal que foi gerado e administrado de maneira corajosa e independente por cinco crianças no final da década de 80... e que sobreviveu por sete guerreiras edições!

 

Algum dia do ano de 1987

 

Estou com dez anos de idade. Leio uma reportagem na Folhinha, suplemento infantil do jornal Folha de São Paulo. Ela me chama a atenção. Fala de crianças que trabalham em jornaizinhos independentes nas escolas. São crianças de escolas ricas da capital. Elas aparecem trabalhando com afinco em uma redação improvisada na sala de aula. As professoras estão orgulhosas ao lado.

 

Aquilo me deixa louco! Quero ter um jornalzinho também! Quero fazer algo parecido, ou até melhor. Essa história de fazer gibizinho em casa todo dia, desenhando horas e horas na mesa da sala, já deu. Tenho mais de 65 edições da turma do Fortudos – o personagem principal da minha leva de heróis autorais. Tudo desenhado por mim, criado por mim, e feito... para mim! Quero fazer algo junto com os meninos da classe; quero fazer algo que repercuta na escola!

 

Estamos na 4ª série A. Me junto à Juliana Palhuca e ao Fábio Rodrigues Teixeira de Almeida. Eles tbm estão animados com o projeto. Pensamos inicialmente em fazer um jornal à mão e copiar tudo à mão mesmo... afinal, ninguém sabe digitar e não temos máquina de escrever em casa... e o xérox é caro...

 

Graças a Deus desistimos da idéia esdrúxula de fazer cerca de 25 exemplares de próprio punho. Meu pai vira parceiro da gente e diz que a secretária dele digita os textos. E que podemos xerocar tudo na firma dele. Melhor assim: o mimeógrafo da escola é inacessível para os alunos.

 

Pouco mais de um mês de trabalhos depois, entregamos a toda sala a primeira e única edição do “Jornal da Classe”. Há uma página de apresentação. Na outra, uma receita de panquecas e duas piadas. Juliana faz uma entrevista com uma professora da Faculdade Paulista de Artes na terceira página. Ninguém sabe quem é essa mulher. No fim da entrevista, uma notícia de rodapé: “Pegos supostos grafiteiros no recreio da escola”. Na quarta página, a sessão do Fábio: charadas. E, pra fechar o jornal, uma entrevista minha com o Francisco (mais conhecido como “Tarado”). É um menino de no máximo 10 anos que tem a fama de passar a mão nas garotas atrás do banheiro.

 

A professora – é uma professora por sala – recolhe os exemplares do jornal e manda tirar a entrevista do menino tarado. Minha primeira censura. Ela acha cruel o modo como lidamos com ele. Não percebe a inocência de nossas linhas e que somos, acima de tudo, crianças. O Jornal da Classe morre ali. Uma pena. A capa trazia um dinossauro feito no computador verde e grande do escritório do meu pai. O máximo de tecnologia e inovação nas saudosas máquinas monstruosas dos anos 80.

 

Janeiro ou fevereiro de 1988

 

As aulas começam no Aristides. Estamos na 5ª série. Juliana Palhuca foi morar com a família em Peruíbe. Sofremos uma baixa na equipe, mas Fábio e eu ainda queremos fazer o jornal. Mas tudo tem de ser reformulado... e temos que ter mais gente. Ser mais profissionais!

 

O Luciano Bastos se junta naturalmente a nós. Ele é um dos meus melhores amigos e tem uma capacidade incrível de trabalho. É organizado, responsável e colaborativo. Somos três.

 

Há um grupo na sala tentando criar um jornal inspirado no que fizemos ano passado. O líder da operação é o Joel Amaral Júnior. O tempo urge. O Ivan Raposo descobre que estamos fazendo um jornal em segredo. Sim, é segredo. Tática para surpreender a concorrência e pegar o público da sala de surpresa. Bem, o Ivan quer contar tudo para o Joel. Melhor a fazer? Convidar o Ivan para integrar o jornal. Seu silêncio foi comprado. Ok, somos 4.

 

Funções divididas: eu, Rafa, serei o projetista do jornal. Achamos que a palavra “projetista” é boa para se definir “editor”. O Ivan entra nessa também, mas mais como colaborador. O Fábio cuida das histórias de ficção e suspense. Ele tem uma imaginação malucamente fértil! E o Luciano entra com matérias e datilografa tudo. Ele mora com os pais nos fundos de uma empresa cheia de máquinas de escrever... e ele digita bem, o danado!

 

Falta encontrar uma solução para o problema mais aflitivo: como xerocar? Meu pai não pode mais usar a máquina da empresa dele... agora somos mais alunos na 5ª série e temos que fazer cópias para os professores... acabou o lance de uma “tia” por sala. Mas xérox é caro e ninguém tem grana... e contar com a direção da escola nem pensar. O que mais se ouve no Aristides é que não há grana pra nada. É por isso que as maçanetas das portas estão ferradas e não pintam os muros que são sujos pelos pichadores – a grande praga do colégio.

 

É aí que entra na história o Marciano Tadeu de Souza. Ele tem uma tia que é dona de uma escola particular. Chama “Nova Lourenço Castanho” e também é no Itaim Bibi. Lá tem máquina de xérox... e a tia dele é o máximo. Vai ajudar a gente se souber que seu querido Marciano também está no time. Ele topa. Somos 5!

 

Decidimos o nome. O Fábio brigou até o último instante por “Careta do Aristides”. Mas ficou Gazeta mesmo. E, em 29 de abril desse mesmo ano, o jornal começa. Tem 4 folhas de sulfite escritas na frente e verso. Tiragem de cerca de 35 exemplares. Tem Carta ao Leitor, Índice, sessão de Piadas e Charadas, reportagem sobre Skate, lançamento de um grande concurso em que premiaremos o garoto que fizer mais gols, sessão de fofocas (“O que aconteceu e acontecerá no Aristides”) e sessão de quadrinhos (metade eu, metade Fábio). Na capa, um desenho meu que tenta reproduzir a fachada da escola. Minha assinatura vai bem grande na capa. (CONTINUA...)

Por Rafael Cortez às 23h34

Sobre o autor

Rafael Cortez, 33 anos, ator, jornalista e violonista.

Já foi redator de texto erótico para celular, produtor de teatro, circo e TV, assessor parlamentar de uma vereadora de São Paulo, atendente de videolocadora, organizador de mais de 60 festinhas infantis e tem DRT de Palhaço. Gosta de Nara Leão, Public Enemy, lasanha e que cocem suas costas com as unhas. Está na TV como um dos repórteres do programa CQC, da Tv Bandeirantes.

Sobre o blog

Espaço para textos reflexivos, ácidos e que busquem alguma inteligência. Local para reflexões artísticas e culturais diversas. Não, aqui você não encontrará fofocas sobre o meio das celebridades. Não, aqui você não verá piadas a todo tempo... Mas se o autor se esforçar, você poderá ler alguma coisa boa. E contribuir comentando com algo melhor...

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