Blog do Rafael Cortez

02/10/2008

Material Bônus 03

Minha versão musical para o capítulo "O Velho Diálogo de Adão e Eva", de Memórias Póstumas de Brás Cubas

Por Rafael Cortez às 14h59

Material bônus 02

Minha versão musical para o capítulo "De Como Não Fui Ministro d´Estado", de Memórias Póstumas de Brás Cubas

Por Rafael Cortez às 14h56

Material bônus 01

Pouco depois de publicar o texto em que falei do lançamento na terça, descobri uns vídeos no Youtube mostrando parte do que rolou no evento.

São da queridíssima Mayra, que se prontificou a gravar tudo e colocar no ar. Valeu Má!

Lá vão eles, divididos em posts - se eu publicar os três juntos eu, que não sei mexer bem no publicador, desconfiguro a página do blog... 

 

Explicando minha versão do famoso adultério presuposto em "Dom Casmurro"

 

Por Rafael Cortez às 14h51

Mais sobre audiolivros e outras coisas mais...

 

 

mostrando trecho musical de um dos livros na Livraria da Vila - terça, 30 de setembro 

 

 

Terça rolou mais uma noite de bate-papo com a galera por conta do lançamento dos meus audiolivros de Machado de Assis. Uma rápida palestra, seguida de umas tímidas perguntas, e um coquetel no meio da sessão de autógrafos.

 

Que eu posso dizer? Eu tenho o maior orgulho desse trabalho. Mesmo. Gosto demais de saber que minha recente popularidade beneficia um produto como esse – audiolivro... e pensar que eu podia me utilizar desse momento para dar vazão a uma causa mais egoísta, qualquer que seja... encher meus bolsos de grana com publicidade, impulsionar minha vida social, essas coisas...

 

Mas fiz um pacto comigo mesmo de deixar uma obra daqui até o fim da minha vida. E é por isso que gosto da imortalidade desses registros em áudio; do meu CD independente que vai ser relançado ainda; do “Para Todo o Sempre”, meu novo disco com músicas inéditas que está senso gravado desde 2006 e ainda não chegou na metade do processo de registro; dos meus poemas que talvez nunca sejam publicados; do livro que eu um dia ainda vou escrever... e por aí vai.  

 

Ainda acredito nas causas nobres, na formação do nosso público. Na minha responsabilidade como formador de opinião a partir do momento que passo a ser uma figura pública. Ainda acredito que preciso contribuir com coisas belas, com coisas inteligentes, com esse blog que não se propõe a seguir a linha do lugar-comum. Ainda acho – e acho que sempre pensarei assim – que é mais interessante buscar o caminho do artista do que o rumo da celebridade. Com isso, claro, vou ser um cara sempre mais à margem do sistema capitalista – vou fazer meu capital girar a duras penas, qdo podia ter meu próprio negócio lucrativo em cima da minha cara gordinha.     

 

Os audiolivros falam por mim nesse sentido. Não gravamos o Harry Potter, percebem? É o Machado, com toda sua complexidade. Um cara que, apesar de ser genial e estar em voga por conta do centenário de sua morte (só se fala dele), ainda é considerado chato e difícil por parte de uma grande parcela de gente que me assiste na TV. É muito mais difícil ler Machado e compreender sua obra do que gravar um audiolivro de autores contemporâneos mais populares e leves – com narrativas mais claras e simples. É mais fácil optar pela linha comercial do mercado de livros em áudio do que enfrentar o desafio de pegar um clássico da envergadura do nosso escritor-mor. Logo, por topar o desafio, fico extremamente feliz. Que bom que esse nosso trabalho vai ficar pra sempre. Que bom saber que meus filhos e netos poderão me conhecer mais através de algo que eu deixei pra eles com tanto afinco e carinho.

 

Me perguntaram outro dia: vc tem a ilusão de que as pessoas compram os seus audiolivros por gostar mesmo do Machado? Não te parece óbvio que esse oba-oba em cima das obras só se dá porque vc é um cara da TV?

 

Olha... oba-oba onde? É claro que os títulos estão vendendo até um pouco mais que os demais, lançados pela mesma editora. Mas tá longe de ser um sucesso... se vcs soubessem o trabalho que dá fazer isso em relação à quantidade de volumes vendidos... mais: posso beneficiar as vendas por ser um cara com mais projeção hoje? Que ótimo! Se é verdade que há os que compram nosso trabalho só por minha causa – sem ter maiores ligações com o autor e a obra, também é verdade que a obra convence por si só.

 

Sei de muita gente que levou uma cópia para casa só pelo autógrafo e acabou seduzida pela gravação. Que bom poder ajudar os outros a conhecer algo relevante – e que bom que minha imagem, minha fala e meu trabalho estejam a serviço disso. Não dar aos mesmos o mesmo que eles esperam de nós.     

 

Por outro lado, que cansativo tudo isso. Muito legal me apegar a trabalhos consistentes e de menor projeção – ainda que tenham muito impacto artístico sobre mim. Mas cansa.

 

Não estranhem se passarem a me ver fazendo coisas novas; coisas que vcs não esperavam de mim. Ainda manterei meu compromisso com as minhas causas e com o meu violão – isso é pra vida toda! Mas também quero, em paralelo, ser mais leve, mais feliz e criativo. Nesse sentido é um tesão ser integrante do CQC. E será um tesão me jogar em novas empreitadas artísticas, devidamente motivadas e orientadas por meus novos amigos de trabalho. Vcs ainda terão surpresas.

 

Por fim, tenho quatro notícias boas:

 

- amanhã, dia 03 de outubro, eu e o Danilo Gentili estaremos participando ao vivo do “Na Geral” – programa da rádio Bandeirantes e Band News, apresentado pelo Lélio Teixeira, Zé Paulo da Glória e Beto Horta. É as 18:30. Se vcs quiserem saber mais do programa, acessem www.radiobandeirantes.com.br. Adianto que o papo é sobre futebol. Vcs podem imaginar que deve ser legal – afinal, eu e o Gentile sabemos tanto de futebol qto o Felipe Andreoli.

 

- dia 24 de outubro, sexta, véspera do meu aniversário de 32 anos, estarei no Chat UOL. Às 20hs, ao vivo. Conto com vcs!

 

- Meu CD “Solo”, de 2005, vai ser relançado antes do dia 20 de novembro. Planejo um pocket show de relançamento na primeira semana de dezembro. Tá prometido, ok? Vamos ver se eu vou cumprir...

 

- Fãs do meu irmão, Léo Cortez: fiquem felizes. Ele vai voltar às telinhas. E bem perto de mim, por seu único e exclusivo mérito. Muito me alegra saber disso. Aguardem.   

 

         

Por Rafael Cortez às 13h27

Sobre o autor

Rafael Cortez, 33 anos, ator, jornalista e violonista.

Já foi redator de texto erótico para celular, produtor de teatro, circo e TV, assessor parlamentar de uma vereadora de São Paulo, atendente de videolocadora, organizador de mais de 60 festinhas infantis e tem DRT de Palhaço. Gosta de Nara Leão, Public Enemy, lasanha e que cocem suas costas com as unhas. Está na TV como um dos repórteres do programa CQC, da Tv Bandeirantes.

Sobre o blog

Espaço para textos reflexivos, ácidos e que busquem alguma inteligência. Local para reflexões artísticas e culturais diversas. Não, aqui você não encontrará fofocas sobre o meio das celebridades. Não, aqui você não verá piadas a todo tempo... Mas se o autor se esforçar, você poderá ler alguma coisa boa. E contribuir comentando com algo melhor...

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