Blog do Rafael Cortez

06/08/2009

Novidades

Fala galera!

 

Dei uma sumida desse blog, mas é por conta de uma série de coisas boas.

 

Tem o CQC, sem dúvida, que rende sempre muito trabalho. E dá-lhe matérias e CQTestes para gravar... e, agora, temos esse pique todo com a seleção do oitavo elemento... e eu desejo aos que concorrem toda a sorte do mundo!

 

Em paralelo ao CQC, uma agenda pessoal bem bacana. Graças ao programa, hoje meus eventos extra-Band chegam a muito mais gente do que eu pensava. E é gratificante, delicioso e emocionante ver meus investimentos de foro mais íntimo consumidos por tantas pessoas!

 

Foi assim em Teresina, na minha estréia com um solo de Stand-Up. Quase mil e quinhentos espectadores comigo em três sessões bem otimizadas. Adorei fazer. Adorei voltar a essa cidade sensacional, apesar de passar menos de 12 horas na terrinha. Amei receber de novo todo a carinho e entusiasmo de um público que já me tratou tão bem ano passado. E espero voltar ano que vem - ainda melhor e com mais tempo para vcs! Beijos pra Samila, Rosa, Cinthia e todas as meninas que bateram foto, papo e se mostraram tão bacanas. Parabéns pro Ítalo Gusso, que é meu parceiro, amigo e garante sempre que tudo vai dar certo.

 

 

Stand-Up em Teresina: valeu galera do Piauí!

 

Essa semana estou estudando bastante para os recitais de violão em Curitiba. Tá difícil conciliar essa disciplina toda com minhas idas ao Rio pelo CQC – fui ontem, voltei hj, passei uma tarde envolvido em algo pessoal e triste, e amanhã retorno ao Rio pra ficar até sábado, quando migro pro Paraná.

 

Não cancelamos os recitais por conta da famosa e lamentável gripe. Daremos todo o suporte, eu e o Ítalo, para quem quiser me ver e ouvir no Teatro Regina Vogue. Sei da triste situação que Curitiba tem vivido, e torço demais para que tudo se normalize. Minha forma de ajudar a cidade nesse momento duro é tocar tudo que tenho na minha alma com o máximo do meu sentimento... e, com isso, tentar promover uma rede de coisas boas que seja maior que essa chatice toda de doença e pavor de contaminação. Não estou preocupado se terei muito ou pouco público e se isso me dará pouco ou nenhum dinheiro. O violão, para mim, é e sempre foi mais nobre que minhas preocupações vaidosas e financeiras. A quem quiser, ainda, comparecer, acredite: há muito de mim nos meus dois simples e espontâneos concertos violonísticos.

 

Amanhã, meu querido amigo e afilhado artístico LORENO estreará o formato AO VIVO do seu programa. Novo horário tbm: às 13hs. O resto é o mesmo: é na Clic TV, do Canal UOL... e vcs assistem em www.clictv.com.br...

 

 

Loreno ao vivo: sim, ele quer amar vc...

 

To empolgado para minhas apresentações em Sorocaba com o Fábio Gueré (23 de agosto) e em Mauá com o queridão Rogério Morgado (em 27 de agosto)...

 

Uma novidade que me deixa muito feliz de repartir com vcs! A partir de semana que vem, estarei na programação da BAND FM... todo dia entrarei com uma participação nova e divertida no quadro “Notícias que Gostaríamos de Dar”. Uma produção da Band FM com reportagem do Paulão e textos e criação do rapaz aqui. Mais informações em breve... mas garanto que ta legal...

 

E, por fim, um encontro bacana em prol de algo ainda maior: meu irmão Léo Cortez (que vcs podem ver todo dia na Escolinha Muito Louca, da Band) me convidou para participar de uma leitura de sua peça “O Rei dos Urubus” em um espaço cultural no Rio de Janeiro, dia 24 de agosto, segunda, às 21:30... e eu topei. Os irmãos estarão juntos pra dar vida a esses incríveis personagens que só a mente beneficiada do manolo seria capaz de criar. Passo os detalhes quando souber melhor de tudo!    

 

Um abraço pra todo mundo!

 

Rafa

Por Rafael Cortez às 23h49

Ela sabia ser dura, quando preciso. Mas era firme no seu ideal de amar aqueles que estavam inseridos em sua vida - de maneira espontânea, prazerosa e dedicada. Era amante de música, de literatura, pintura e do ideal dos artistas de formação – e isso tudo numa época em que tocador de violão era vagabundo, desenhista era preguiçoso... e artista, de modo geral, era sinônimo de fracassado.

Minha primeira mecenas... Pagando com satisfação as minhas aulas particulares de violão. E quem sabe como ela administrava tão bem aquele pouco dinheirinho que cabia no bolso de tanta gente? Ela fez de seu apartamento sóbrio e acolhedor (do qual me lembro tão bem, com toda riqueza de detalhes) meu porto seguro para estudar música escondido ou sofrer assumidamente nos livros de vestibular.

Nossa eterna redação sobre o Darcy Ribeiro. Achei que nunca ia ter fim aquela seqüência de escritas e correções gramaticais. Achei que as idéias das minhas dissertações nunca estariam à sua altura... até que ela me alforriou do infortúnio de produzir mais e mais textos dizendo que eu já sabia escrever bem (e ainda me mandou a carta carinhosa que tenho comigo até hoje, caracterizada pela beleza de sua caligrafia).

Como era amorosa. O braço dado sempre que andávamos na rua. O pastel como recompensa por mais uma chata ida à feira no papel de carregador do carrinho cheio de legumes. O creme de chocolate e o pudim que só ela fazia. O manjar de coco. Nunca mais eu vou comer o manjar de coco. E os toques na porta? Ritmados, os mesmos, ano após ano, revelando que era ela. E a gente corria, feliz da vida, pra ver quem seria o sortudo a lhe abrir a casa.

Nossa ida ao Concerto de Aranjuez, com Turíbio Santos - solista. Que ano era? 1995, coisa assim? Nossa volta de uma manhã burocrática de impostos, coisas dela, que acompanhei a seu pedido. E ela tomou de duas goladas só toda uma garrafa de Coca-Cola. E quando ela imitou a barata aquele dia em casa? Só eu lembro como tive, ali, minha primeira referência de (bom) humor. E quando ela brigou comigo por me ver mais uma vez dormindo uma tarde inteira? Ali tive a certeza de que ela me queria lutando ainda – ainda que tudo parecesse desmoronar à minha volta.

Minha maior incentivadora. Amiga, dona do telefone de sete dígitos que não sai da minha cabeça. Quisera eu poder ligar e te ouvir de novo, com o “alô” que só vc sabia dar. Quem vai me chamar de “neguinho” agora?

Saudades de tocar violão pra vc. De mostrar que deu certo. De dizer mais uma vez, obrigado. Aliás, entendo que vc não tenha ouvido a sua música que compus só pra vc. Seria demais para nós dois dividir aquele momento. Mas agora eu sei que vc conhece a melodia e pode cantar junto comigo. Melhor, agora eu sei que é vc que ilumina os meus dedos.

Hoje eu não disse adeus. Mas até breve. A gente ainda volta a se ver. Enquanto isso, a senhora mora aqui no meu coração e eu sou um pouco melhor a cada dia porque tive vc na minha história.

Te amo...

Rafa

P.S – Aquele quadro que ficava na sua sala, o do cavalo, é meu agora. Acho que vc vai ficar feliz. Eu tbm gosto muito dele.

      

Por Rafael Cortez às 23h06

Sobre o autor

Rafael Cortez, 33 anos, ator, jornalista e violonista.

Já foi redator de texto erótico para celular, produtor de teatro, circo e TV, assessor parlamentar de uma vereadora de São Paulo, atendente de videolocadora, organizador de mais de 60 festinhas infantis e tem DRT de Palhaço. Gosta de Nara Leão, Public Enemy, lasanha e que cocem suas costas com as unhas. Está na TV como um dos repórteres do programa CQC, da Tv Bandeirantes.

Sobre o blog

Espaço para textos reflexivos, ácidos e que busquem alguma inteligência. Local para reflexões artísticas e culturais diversas. Não, aqui você não encontrará fofocas sobre o meio das celebridades. Não, aqui você não verá piadas a todo tempo... Mas se o autor se esforçar, você poderá ler alguma coisa boa. E contribuir comentando com algo melhor...

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