Passando aqui rapidinho para dividir algumas coisas com vcs... essa semana voltei antes a São Paulo. Tô aqui desde segunda de manhã, trabalhando que nem um cão... sim, trampo tbm com coisas paralelas ao CQC. O programa tá lá, de férias, hibernando... mas nós todos estamos a mil por hora... tocando coisas que não podem ser feitas com um programa ao vivo por semana pra fazer... sim amigos, esses Homens de Preto são tbm donos-de-casa, pagadores de impostos, homens que precisam de academia, devem regar plantas, brigar com os pais, cortar cabelo e fazer essas coisas mundanas que todo mundo faz...
Foram bem proveitosos esses dias... comprei coisas para o lar, cuidei do meu site, vi trabalhos, escrevi textos, toquei violão, planejei coisas, cuidei da cabeça, do banco, dos negócios e do coração... ulalá...
Por falar em site, boas novas: o meu será lançado oficialmente dia 16 de fevereiro! Tá dando um trabalho grande, mas espero que fique bom... apesar de estar mega-atrasado... mas anotem aí: dia 16 de fevereiro tô firme e forte na internet com minha página pessoal!
Muita gente tem me perguntado se estou assistindo Maysa, na Globo. E o que estou achando... e qual livro sobre ela recomendo. Vamos às respostas. Sim, estou vendo. E tá foda, porque deixo de sair pra jantar com amigos para acompanhar mais um capítulo. Prefiro ver o Verão BAND que tá bem legal e nem gosto de acompanhar novelas (apesar de ter corrido pra casa pra ver a Flora e a Donatella se reencontrando em "A Favorita", hehe...), mas tô seguindo esse trabalho porque a Maysa merece.
Agora, se estou gostando da minissérie? Por enquanto não. Mas quero ver até o fim e tentar mudar de idéia. Alguém me explica porque os atores desse trabalho estão atuando tão, mas TÃO MAL???? A Larissa Maciel é a cara da Maysa e isso impressiona... mas derrapou feio em algumas cenas até agora. Ela tá conferindo à Maysa uma coisa de menina que ela não tinha, um certo mimo, uns achaques de garota emburrada e/ou inocente. O pai da Maysa tá de doer. Pulo. E olha... ainda bem que não aparece mais aquele menino que fazia o irmãozinho criança dela. Era de assustar cada vez que dizia uma frase. O ator que faz o André Matarazzo tem altos e baixos... Mas arrisco dizer que até agora o ÚNICO ator que tá mandando bem mesmo é o cara que interpreta o Bôscoli. Mas calma, que ainda temos chão. Espero mudar mesmo de idéia.
Por fim, quem quiser ler a biografia dela vá direto para "Maysa - Só Numa Multidão de Amores", do Lira Neto. A obra do Eduardo Logullo sobre a mesma cantora deve ser desconsiderada IMEDIATAMENTE.
Uma última coisa sobre a minissérie - agora, um elogio e uma crítica. Muito boa a reconstituição de época e a caracterização de personagens. Nota 10. Mas no texto do Manuel Carlos, omitiu-se por completo que a tal namorada do Ronaldo Bôscoli, que aparece na minissérie sendo traída pela Maysa, era a Nara Leão. Puta desrespeito com a história. Fora que não faz nenhum sentido. A personagem da Nara aparece como uma atriz de teatro que, pasmem, canta "Se é Tarde Me Perdoa"... música que a Nara cantava qdo namorava o Lobo-Bobo. Vai saber...
Por fim: nessa sexta e sábado tô em Salvador! Vou tocar pra vcs, galera! Vai ser divertido e eu não vejo a hora de ir! Olha o flyer aí embaixo... encontro vcs no Groove Bar, ok?
E domingo... Morro de São Paulo... graças à Vivi, amiga e fã do CQC que agitou tudo bonitinho para minha estada de 4 dias com todo o conforto e beleza que só a Bahia tem. Valeu Vivi!
E na volta tem minha participação no show do Rômo e do Gentili. Dia 15, aqui em São Paulo.
Não resisti e resolvi dar um pulo nesse blog pra mandar um alô e dizer que as férias estão muito boas, obrigado. Espero que todos e todas estejam igualmente felizes. Só não desejo que vcs, assim como eu, tenham tantas picadas de pernilongo no corpo. Tbm espero que nenhum de vcs tenha caído de uma pequena ponte na saída da casa de uma amiga no Bonete de Ubatuba, em plena escuridão de uma noite sem lanterna. Desejo de verdade que o corte que eu tenho no pé agora não seja parecido com qualquer coisa que seja, em vcs, o resultado de mais burrice do que domínio caiçara da natureza.
Como estamos falando de praia, vi aqui na internet o artigo que a Sabrina Grimberg, do O DIA, do Rio de Janeiro, escreveu sobre mim. Tá simpático. E a foto ficou bem bacana tbm. Como gostei muito da Sabrina, resolvi publicar aqui na net. Ok?
Tudo de muito bom pra vcs. To louco pra ir pra Salvador sexta. Estico uns dias pelo Nordeste, mas só no relax...
Um abração
Rafa
Ah, assistam a partir de hj a minissérie sobre a Maysa, na Globo. Grande cantora. Todo mundo precisa conhecer a voz e a história dessa genial e saudosa artista brasileira.
Ah de novo... desculpem se algumas das coisas que saíram sobre mim na imprensa fugiram das datas que passei pra vcs. O lance do Public Enemy na VIP nem saiu e eu tbm fiquei frustrado. Queria muito que muitas pessoas soubessem mais dos meus ídolos... Mas no Jornalismo é assim mesmo. Coisas caem, coisas mudam... as coisas são imprevisíveis.
Rafael Cortez, do 'CQC': o carioca
Repórter declara seu amor pelo Rio, garante que não é 'pegador' e diz que ainda se assusta com a fama
Rio - Andar no calçadão, tomar chope no Jobi, comer sanduíche no Cervantes, cruzar com celebridades nas ruas e passar horas na Modern Sound. O que aparenta ser o roteiro de um morador bem familiarizado com a Zona Sul, é na verdade a lista dos programas favoritos de Rafael Cortez, o repórter mais carioca da turma do 'CQC', da Band. Nascido em São Paulo, Rafael conta que gosta de lá, mas, desde que conheceu o Rio, passou a distribuir de maneira equilibrada o seu amor pelas duas cidades. "Raramente você encontra um paulistano que diz 'eu amo São Paulo'. Ele sempre diz que ama com base no bairro onde vive. Já o carioca, sempre ama o Rio. Ele gosta do Rio como um todo", compara.
A identificação é tanta que Rafael é o primeiro a se candidatar nas reuniões com a equipe do humorístico para vir à cidade. "Sempre peço para fazer as matérias no Rio. Se pudesse, ficaria mais tempo aqui. Em 1996, eu tinha 18 anos, pisei no Rio e disse: 'vou morar aqui um dia, vai demorar um tempo, mas vai ser por trabalho'", profetiza o repórter, que não faz piadas bairristas. "Acho chatas, batidas. O Rio é muito sério. Há temas que eu nunca faço menção: tráfico de drogas, violência, jogo do bicho... são assuntos que estão na realidade da cidade, mas não tem graça nenhuma", afirma.
Além das atrações culturais, as mulheres cariocas também agradam em cheio esse paulistano solteiro, de 32 anos, que faz questão de frisar que tem aversão ao conceito de 'pegador'. "Ficam tentando me rotular de galanteador e isso me fragiliza. Uma revista me descreveu como 'um menino deslumbrado, que estava aí para pegar geral'. Não gostei. Estou longe de ser sensual. Tenho barriga, olheiras e estou ficando careca", diverte-se, depois de explicar por que, para ele, as mulheres paulistanas são mais difíceis de serem conquistadas do que as cariocas. "É coisa da praia. Você vê as pessoas meio semi-nuas, então já acostuma a ver a mulher com pouca roupa. Só aí você pula uns três estágios da sedução. É assim: 'Como já vi você sete vezes de biquíni, agora é só tirar seu biquíni'", brinca, às gargalhadas. "Em São Paulo está todo mundo de roupa", lamenta.
Em quase um ano de 'CQC' no ar, Rafael descobriu o que é ser assediado e confessa que se assusta. "Fui dar uma palestra sobre jornalismo de entretenimento em Teresina, no Piauí. Quando desci no aeroporto havia pessoas aos gritos, com câmeras. Perguntei à minha irmã: 'Quem está aqui?' Ela disse: 'É você'. Fiquei muito assustado", conta. "Cheguei no hotel e dei uma coletiva de imprensa... na piscina, tinham meninas me fotografando. Depois da palestra, as organizadoras fizeram um cordão de isolamento e eu me perguntei: 'Para quê isso?' Quando acabou, todo mundo veio para cima de mim e eu saí parecendo um Jesus, todo mundo me puxando. Tinha até segurança. Estou acostumado a levar porrada de segurança, não a ser protegido por eles. Foi muito louco", relembra.
Às vésperas de encerrar 2008, me dou conta de uma coisa que talvez não tenha nenhum peso de novidade para mim: esse ano foi um dos melhores da minha vida.
Tendo a pensar que bons anos começam sempre em bom estilo. Logo, quando me vi na Torre Eiffel, em Paris, em 31 de dezembro de 2007, começando a dar os primeiros "vivas" para o ano que então se iniciava na minha primeira viagem internacional, decerto sabia que teria um grande 2008 pela frente. E assim foi: intenso, vivo, maluco, inusitado, estafante e gratificante ano de realizações.
O CQC dominou tudo, é verdade. É lógico que tive, paralelamente, muitas coisas preenchendo meus dias e noites - dos audiolivros que enfim saíram às muitas pessoas bacanas que cruzaram meu caminho. Mas tudo foi direta ou indiretamente tocado pelo programa. Foi ele o responsável pela popularidade desse blog e pelo estreitar de laços com vcs.
Foi o CQC que possibilitou ampliar os horizontes do meu mundo - eu, que antes me comunicava com uma leva restrita de pessoas através do teatro, do meu violão, do meu discreto orkut e blog, bem como meus meios sociais diversos, me deparei com um mundo bem maior de possibilidades e realizações.
A bem da verdade, com quatro anos de Cia. Quatro na Trilha de Teatro, devo ter me apresentado para pouco mais de 40 mil pessoas. E como deu trabalho isso! Aí vem o CQC e eu passo a ter muito mais gente acompanhando o que faço logo no primeiro programa. Hoje o Brasil parece mais familiar e eu o conheço melhor. Hoje sou cidadão do mundo graças a esse maravilhoso trabalho. Isso tudo me leva a agradecer muito, todo dia. A Ele, seja Ele quem for para cada de vcs ou para mim. E a vcs, que sempre prestigiam o que esses malucos de terno e gravata fazem em rede nacional.
Gravei seguramente mais de 100 matérias em 2008, bem como uns 32 CQtests. E viajei umas 22 vezes com o pessoal do programa - umas 12 para o Rio, pelo menos. Teve também Gramado, Porto Alegre, Brasília, Ouro Preto, Lima e a inesquecível Veneza. Foi bem foda mesmo... Bom demais! Sem falar as outras viagens pessoais - destaque para o debate em Brasília, o prêmio QUEM no Rio e a palestra em Teresina, entre outras coisas.
Eu, que sempre fui um cara irrequieto, agitado, hiperativo, produtivo pra cacete, adoro olhar pra trás e ver como esse ano rendeu. Como conheci pessoas incríveis, me relacionei com tantas mulheres fantásticas e fiz amigos bacanas. Falo da produção e equipe técnica do CQC como um todo. Falo do monte de gente da Band, da turma que selecionei do mundo virtual, de uma turma de fãs e de um bando de gente louca que passou a respirar o programa comigo - dos caras ótimos da bancada do programa aos repórteres de miolo-mole que me fazem rir a todo tempo.
Mas eu quero muito mais para 2009! É hora de colocar em prática uma série de planos. É hora de honrar minhas promessas. Juro que relanço meu CD independente ainda no primeiro semestre do novo ano. Com novo encarte, novas fotos e uma tiragem melhor administrada. Juro que farei meus recitais novamente. E que vcs me verão de novo nos palcos. Tanto é verdade que já tenho datas em janeiro. E tanto é verdade que vou me dedicar de novo à música que estou aqui do lado do meu violão - ele vai comigo para minha viagem de férias. Não volto pra São Paulo sem ter de volta o domínio de tudo que quero tocar para vcs em breve. Promessa.
Bem, mas por enquanto é hora de descansar. Daqui a alguns minutos o Ric passa aqui em casa e vamos juntos pro litoral Norte de São Paulo. Depois do dia 03, sigo em uma trip mais introspectiva - quase um retiro espiritual. Mas dia 09 já tô firme e forte em Salvador agitando uma balada como DJ. Aí não paro mais...
Um abraço carinhoso a todos. Vou ficar um tempinho sem postar, mas é por uma boa causa. Obrigado por tanto afeto em 2008, por tanta coisa boa que vcs me transmitiram. Continuarei me empenhando em retribuir através de um trabalho cada vez mais entusiasmado e qualitativo.
Com afeto,
Rafa - 26 de dezembro de 2008
Escolhi esse vídeo da Nara cantando "Manhã de Carnaval", do Bonfá. Sintetiza tudo que acredito ser mais bonito e simples para fechar esse ano. É para vcs.
Isso aí pessoal... encontrei um tempinho aqui, entre a volta do shopping onde comprei presentes de última hora, o tradicional banho natalino e o help que estou dando na cozinha pra fazer o cuscuz marroquino... pra mandar milhares de vibrações positivas pra vcs todos, amigos e amigas desse blog!
Que todas as coisas boas que vcs me desejaram em 2008 se voltem pra vcs tbm... que vcs tenham centenas de dias cheios de felicidades e realizações - não só em 2009, mas por toda a vida!
Beijos e abraços meus a cada pessoa aqui... e minhas saudações aos familiares e amigos dos amigos! Hehe!
Amanhã, se der tempo, escrevo algo sobre 2008 - uma retrospectiva, quem sabe...
Galera, o CQC segue com mais dois programas agora em dezembro: hoje, dia 22, e segunda que vem, dia 29, vcs assistem dois especiais com os melhores momentos de cada um de nós em 2008... além de um monte de coisas bacanas!
Enquanto isso, curtiremos umas férias merecidas... o programa sai do ar em janeiro e fevereiro e volta ainda melhor em março de 2009, cheio de novidades bem especiais.
No entanto, pra mantermos o vínculo aceso, trabalharei bastante com coisas paralelas em janeiro... e darei as caras em algumas publicações de imprensa nos próximos dias para vcs não se esquecerem de mim, hehe...
Segue a agenda.
Abração!
Rafa
(Ah, e antes do Natal e Ano-Novo venho aqui me despedir, fazer um balanço de 2008, falar do show da Madonna e emanar vibrações positivas, ok?)
Rara foto de toda a equipe do programa junta pra fechar 2008
Atividades - Janeiro de 2009
09 e 10 de janeiro (sexta e sábado) - DJ no Groovebar de Salvador, Bahia
15 de janeiro - Apresentador da noite "A Divina Comédia" do Memphis Rock Bar (tel: (11) 5542-9767) com Danilo Gentili, Rogério Morgado e outros
19 e 20 de janeiro (segunda e terça) - participação especial em noite de comédia Stand-up de Curitiba, Paraná - local e horário a confirmar
22 de janeiro (quinta) - lançamento dos audiolivros "O Alienista", "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e "Dom Casmurro", todos de Machado de Assis e narrados por mim, na Fnac Jardins - na Avenida Paulista, São Paulo - horário a confirmar
Na imprensa - Dezembro e Janeiro
Vcs podem ver algumas coisas bacanas comigo em revistas e jornais nos próximos dias. Fiquem atentos!
- Na edição de QUEM dessa semana, 22 de dezembro, vcs conferem as fotos da noite em que recebi o prêmio QUEM de Melhor Jornalista de TV em 2008
- Nessa semana, entre os dias 22 e 26, vcs conferem as fotos e um rápido papo comigo nas calçadas de Ipanema, Rio de Janeiro, com os jornais Meia Hora e O Dia, do Rio
- Dia 25 de dezembro chega às bancas a nova edição da VIP, com um artigo exclusivo escrito por mim. O tema? Public Enemy!
- Dia 25 de dezembro tbm sai a edição especial da Revista Época. Nela, vcs conhecerão 40 pessoas que darão o que falar em 2009. Eu não quero dar nada para falar, mas tô lá, hehe...
- Dia 26 de dezembro, sexta, mostro o que mais gosto em São Paulo em uma coluna especial do jornal Diário de São Paulo
- Estarei na edição de janeiro da revista NOVA com entrevista e fotos exclusivas
O jornalista e humorista recebeu troféu das mãos de Deborah Secco
Laís Rissato e Priscila Bessa
"O humorista e jornalista Rafael Cortez contou na noite desta terça-feira (16), durante a festa de entrega do Prêmio QUEM, no Rio, que ficou surpreso ao saber que havia sido eleito pelo voto popular como melhor jornalista de TV de 2008. “Foi uma loucura! Achei bem legal, mas, para falar a verdade, achei muito estranho ser premiado. Minha vaidade ficou lá no alto, mas eu não me via ganhando esse prêmio, que dedico ao grande jornalista Caco Barcellos”, afirmou.
Para Rafael, que faz sucesso no programa “Custe o Que Custar”, da Band, a escolha do seu nome deve ser creditada em grande parte às fãs da atração. “Nas comunidades do Orkut e nos blogs elas fizeram uma verdadeira campanha! Fico contente com a ótima fase pela qual o programa está passando”, comentou. Ao lado de Deborah Secco, de quem recebeu o troféu, o jornalista protagonizou um dos momentos mais divertidos do evento. “Fico feliz de entregar este prêmio ao repórter mais gato do ‘CQC’, programa que eu adoro assistir e morro de medo de participar”, brincou a atriz, arrancando risos da platéia."
Pois é, galera... isso mesmo. Tô aqui no Rio feliz da vida com esse prêmio.
Jornalista tbm tem ego. Mas jornalista que tbm é ator, como eu, tem o ego ainda mais inflado. Afinal, atores são vaidade pura. Portanto, que bom ganhar um prêmio, não?
Mas eu, no bom-senso da minha profissão jornalística (que fala mais alto agora), aprendi que não posso me deslumbrar com nada. Que é bom ser querido e ser agraciado... mas que a vida tem fases de altos e baixos e nada é permanente... e ninguém é insubistituível.
Tenho me policiado muito para não me deslumbrar com as coisas e não perder a coerência. E a minha lógica me conta que ter ganho o prêmio da QUEM foi legal, claro... mas que isso não é reflexo de que eu sou o jornalista mais gabaritado da TV em 2008. De forma nenhuma. Há caras e mais caras mais importantes e mais talentosos que eu. O Boechat, na Band , é um dos meus heróis e tava na lista dos indicados, por exemplo. Quem vai negar o quanto ele é bom? Mas eu ganhei esse prêmio no lugar dele, Fátima Bernardes, Tadeu Schmidt, Caco Barcellos e outros profissionais feras por conta da ótima situação em que o CQC se encontra hoje, com auges de popularidade e um fã clube querido e carinhoso com a gente. Foram vcs, fãs do CQC, que me possibilitaram isso. Como forma de demonstrar um cuidado grande, uma atenção, um amor legal e gostoso de receber. Obrigado, mesmo!
Mas lembro bem de uma menina no orkut que falou sobre essa votação on-line da QUEM. Ela entrou num tópico de uma comunidade do CQC onde as garotas pediam votos pra mim. Disse que gostava de mim, e tal... mas que votaria no Caco Barcellos - um jornalista melhor que eu. Ela tava certa. Posso fazer um trabalho bacana, e sei que faço. Tenho orgulho do realizo e de quem me ajuda a fazer bem isso tudo - meus queridos amigos de elenco, técnica e produção do programa. Pessoas de ouro. Mas dois dos melhores livros que já li na vida (estão no Top 10 da minha lista) são de Caco Barcellos. "Rota 66" e "Abusado" são aulas de Jornalismo. O segundo título em questão vive na minha escrivaninha. Tá lá, com a dedicatória carinhosa desse grande profissional. Eu nem era conhecido e, ainda assim, o cara parou pra falar comigo por uns bons 10 minutos lá na PUC, onde me formei na mesma profissão que ele. Que orgulho!
Eu adorei o prêmio e reitero o meu carinho e minha gratidão à QUEM e a todos vcs, amigos e fãs do CQC. Mesmo! Mas insisto: dedico esse prêmio a um jornalista muito grande e que serve de inspiração na minha vida.
Eu tenho três coisas a dizer sobre meu irmão Léo Cortez:
- 1, ele joga futebol bem demais... ou (com certeza essa hipótese) eu é que sou um tremendo perna de pau. Ontem rolou um jogo amistoso entre a gente - ele contra a Thais, nossa irmã (que eu achava que jogava bem) e eu. Placar: 07 a 02 pra ele. Caracas... (a propósito: começamos o jogo descalços num chão meio quente e de cimento... até termos o bom-senso de colocar nossos tênis, já ferrou tudo - estamos com bolhas enormes na sola dos pés; os três).
- 2, ele estréia hoje na Band no elenco de Uma Escolinha Muito Louca . Vai fazer o papel de Homero Ponta, um ator canastrão em início de carreira que vive buscando oportunidades de fazer sucesso. A escolinha será exibida todos os dias da semana, exceto às quartas, sempre às 20:15. O professor é o Sidney Magal. E o Magal tá impagável no papel!
O Léo é o que está de cachecol vermelho
- 03, na quinta ele lança seu primeiro livro. É a Trilogia Canalha. Vai ter coquetel na Livraria da Vila de Pinheiros e eu, claro, certamente estarei lá. E espero mesmo que vcs, que gostam dele como eu, tbm apareçam!
Ah, tem outra coisa sobre ele pra dizer: é o meu irmão querido e meu melhor amigo. E em 2009 a gente vai fazer um trabalho juntos no teatro. Acho que vcs vão gostar.
Nessa segunda, dia O8, à meia noite, vcs podem contar comigo no Privê 89 da Rádio 89 FM.
Estarei lá, entrevistado pela Daniele Taranha e André Vasco.
Vcs podem acompanhar pelo hotsite do Privê e ouvir em podcast a partir de terça feira.
O melhor: quem ouvir o programa vai poder degustar, PELA PRIMEIRA VEZ ATÉ HOJE, minha interpretação voz e violão de TODO MUNDO NA BALADA... a minha música mais demagoga, idiota, bagaceira e trash... mas irresistivelmente pop!!
Desde que o CQC estreou, uma das cidades que mais me interessa visitar é Curitiba. Recebo um carinho enorme do povo de lá. Recados de gente que parece gostar demais de mim... chavequinhos gostosos de meninas bem bonitas, essas coisas boas... No entanto, tava faltando um pretexto pra me deslocar até lá.
Bem, por sorte a oportunidade pintou: um convite pra dar uma de DJ numa balada deliciosa da cidade, seguida do lançamento dos meus audiolivros no Café Quintana. Tudo previsto para dois dias intensos, como de fato foi.
Agora que já estou em São Paulo (tive que voltar antes do domingo de lazer previsto para fazer umas fotos para o CQC), dá pra entender melhor o que foram essas 20 horas que passei nessa terra boa. E foi ducaralho!
O Ítalo, tremendo produtor da cidade, amigão e agitador de shows do Rafinha e Danilo nas bandas do Sul, foi um anjo da guarda, agente, babá e companheiro. Organizou tudo de modo espetacular. Não botei a mão no bolso pra nada; me hospedei num puta hotel excelente; comi e bebi (e bebi mesmo!) bem pacaz... fora que foi ele quem conseguiu os jobs que fiz. Tudo bem cuidado, cheio de caprichos e segurança. Valeu meu caro!
Na VOX, ataquei de DJ. Acho que o povo não curtiu muito minha seleção. Definitivamente, tocar "Reconvexo", da Maria Bethânia, no meio da noite... sei não... tive que mudar parte da minha programação à medida que via a cara feia dos brothers... mas quer saber? Eu adorei tocar e adorei propor uma coisa nova. Pra mim foi bem divertido e eu sei que tive momentos iluminados no meu repertório ("911 Is a Joke", do Public Enemy e "O Preto Que Satisfaz", do Gonzaguinha, foram pontos altos).
Minha noite na VOX foi bem intensa. Muita gente nova dando um alô, bons papos com o Ítalo e o Romo (aquele comediante bom pra caralho, do stand-up, que só peca por ser muito amigo do Gentili), muito goró... e boas surpresas. É só o que posso dizer.
No dia seguinte, sabadão, ressaca brava. Mas o Ítalo me levou pra almoçar no Café Quintana e lá eu me curei do porre com um dos melhores mini-acarajés que já comi na vida.
Um grupo muito simpático de adolescentes me entrevistou no hotel depois. Foi uma mini-coletiva comigo. Era o pessoal do Núcleo de Mídia Jovem e Infantil do suplemento infanto-juvenil da Gazeta do Povo. A turma do Gazetinha. E eles mandaram muito bem na entrevista.
Mais tarde rolou o lance dos audiolivros e eu conheci dezenas de moçoilas que vivem me escrevendo aqui e no orkut. Fãs de todo tipo, cheias de mimos, máquinas fotográficas e carinho. O papo sobre o Machado não foi tão bom como na Livraria da Vila e Bienal. Acho que as meninas não estavam muito interessadas em saber de audiolivros e queriam partir logo pras fotos... fora que não houve a reunião da galera comigo num anfiteatro, mas sim no meio do espaço gastronômico... isso deu uma dispersada no povo.
Buenas, mas nada muda a impressão positiva que tive do encontro com todo mundo, bem como o tesão que me deu - e sempre me dá - falar de novo desse meu trabalho paralelo.
Indescritível o carinho da galera. Só recebi abraços e feedbacks positivos do meu trabalho no CQC, desse blog, de tudo que faço. Apesar de desconfiar um pouco de elogios excessivos, como não me sentir bem com tanta coisa boa transmitida por essa galera? É bom demais receber palavras tão afetuosas por parte de tanta gente. Queria poder retribuir melhor, mas tenho as minhas limitações de várias espécies.
Terminado o encontro no Quintana, voltei pro hotel e peguei minhas coisas. Meia hora depois já tava no avião. Uma hora e quinze mais tarde já fotografava para o CQC. Só depois das 2 da manhã de hoje é que sentei com calma aqui em casa e relaxei... e é preciso descansar porque essa semana tem mais matérias, tem mais agenda, tem Buenos Aires de novo e a reta final do CQC 2008!
Ainda bem que em Curitiba eu me alimentei da energia da galera pra continuar com pique nessa empreitada maluca que é tocar tudo isso com o habitual tesão. Valeu!
Um abraço
Rafa
Eu, de entrevistador a entrevistado no Café Quintana de Curitiba. Foto de Taiane Tonks, do Orkut
Tô aqui em Brasília trabalhando de monte desde segunda... muita coisa, muita loucura, muito trampo... mas consegui uma brecha pra confirmar por aqui o que muita gente queria saber: sim, estarei em Curitiba nesse final de semana.
Serão 3 dias bem intensos... balada na sexta, audiolivros no sábado e um monte de passeios secretos no domingão, hehe...
Sei que a galera da cidade já tá me esperando feliz da vida... e eu tbm estou muito contente em finalmente ir à Curitiba depois de tanto, mas tanto tempo. Aos que quiserem me ver por aí, ainda existem ingressos para a Vox na sexta... mas parece que o lance dos audiolivros já lotou... quén, quén!
Bem, nos vemos em breve...
Um abraço grande!
Rafa
(Gostaram do Protógenes Lambisgóia na matéria do Pitta? É o cachorro do querido produtor Marcelo Zacariotto, do CQC!)
Rafael Cortez, do CQC, no Vox Bar em Curitiba Hang the DJ com Rafael Cortez Vox Bar (Rua Barão do Rio Branco, 418), (41) 3233-8908 Sexta, dia 5 de dezembro, a partir das 23 horas. Ingressos a R$ 25 (homens) e R$ 15 (mulheres).
Tem sido muito triste ver pelos jornais e na TV a situação de Santa Catarina.
Gente perdendo tudo, mas tudo mesmo. E, com o tesão que as tvs tem em contar as histórias mais tristes em meio às maiores formas de deixar cada relato ainda mais comovente, o que temos visto é uma sucessão de mazelas absolutamente reais e impactantes.
Sempre discordei das formas estereotipadas de cobrir a tragédia humana por parte da imprensa. Sempre odiei os jornalistas que se apegam à necessidade de fazer seu entrevistado chorar. Lembro que quando eu era produtor de um programa popular de entretenimento televisivo no começo do ano 2000, meu diretor adorava quando algum de nossos convidados soltava o berreiro no quadro emotivo. Podia ser a mãe fazendo um apelo para rever o filho desaparecido, a gorda lamentando a obesidade, e - melhor que tudo! - as criancinhas tristes com fome.
Hoje todo esse apelo continua. O caso dos Nardoni e o da adolescente Eloá são exemplos de coberturas estereotipadas. Como bem diriam os tropicalistas em "Made in Brazil", "tem jornal popular que não se espreme porque pode derramar".
No entanto, no caso da tragédia em Santa Catarina, é preciso que se mostre cada cena. Que todo mundo saiba que centenas de pessoas estão sofrendo e precisam de ajuda. Que todos saibam a extensão dessas mazelas para poder ajudar quem ficou só com a roupa do corpo.
É triste de ver e ainda mais deprimente saber que tudo isso tende a piorar ainda mais - a natureza está em colapso por causa do homem; as cidades não comportam mais tanta gente em meio a tantas construções (muitas delas em locais inapropriados); as chuvas, quando intensas, mostram a fragilidade de centros urbanos, periferias, zonas rurais e toda e qualquer região onde bueiros entopem, rios inundam, barrancos desmoronam e lama se mistura com urina de rato, esgoto e dejetos mortais. O resultado é tudo isso que a gente está vendo... e olha que nem estamos no verão ainda.
Quero muito acreditar que as autoridades tomarão providências e eu nunca mais vou me deparar com essas imagens na TV. Gostaria muito de acreditar que um pai de família pode construir alguma coisa com uma vida inteira de sacrifícios e não perder tudo na primeira chuva. Vou fazer o jogo do otimista aqui porque é assim que eu preciso viver, entenderam?
Mas, ante a realidade dos fatos em Santa Catarina, fica aqui a dica de como vcs podem ajudar também.
Quem mora em São Paulo pode doar roupas, água e alimentos nos seguintes locais:
Cruz Vermelha Brasileira e Comdec (Coordenadoria Municipal da Defesa Civil-SP) - A arrecadação vai funcionar 24 horas na sede da última, na rua Afonso Pena, 130, no bairro Bom Retiro. Na sede da Cruz Vermelha Brasileira, as pessoas podem fazer doações na avenida Moreira Guimarães, 699, no bairro Saúde.
Mais locais onde estão sendo arrecadados donativos:
- Colégio Santo Ivo - Rua Paço da Pátria, 1705, Alto da Lapa
- Limoeiro - São Miguel Paulista - pelo fone: 2025-7369
- ACM - Associação Cristã de Moços - Avenida das Flores, 453 - Jd. das Flores -Osasco
- Restaurante Mostarda - Av. Luis Carlos Berrini, 483, Brooklin Novo
- Escola Oriental de Massagem e Acupuntura - Avenida Dioderichen, 1000, Jabaquara, próximo ao metro Conceição
- Felicita Beauty - Rua Dr. Cesário Mota Jr, 383, Vila Buarque, Consolação
- Supermercado Papini - Avenida Professor Papini, 232, Cidade Dutra
A Força Sindical Nacional também está recebendo doações. Eles pedem aos sindicatos e federações que colaborem com alimentos não perecíveis, roupas, água potável, artigos de higiene e calçados. A Força montou um posto de arrecadação em sua sede em São Paulo , na rua Galvão Bueno, 782, na Liberdade.
O São Paulo Futebol Clube realizará um mutirão de arrecadação entre esta quinta-feira e o sábado (29). A arrecadação acontecerá no portão 1 do Estádio do Morumbi, das 8h às 20h. No domingo (30), dia da partida entre o São Paulo e o Fluminense, todos os portões de acesso ao estádio receberão doações, desde a abertura até o intervalo do jogo.
A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) também receberá doações de alimentos não perecíveis, roupas e cobertores nas estações de trem de maior movimento em São Paulo : Luz, Brás, Barra Funda, Osasco, Santo Amaro, Santo André.
Há a opção de entrega de donativos na Defesa Civil que fica no Bom Retiro ou em qualquer posto da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros. Todos estão recebendo doações 24 horas. Telefone: 5056-8665 / 5056-8664 / 5056-8667
Também as 31 subprefeituras recebem a ajuda em horário comercial. Outra opção é o galpão do Fundo Social de Solidariedade, no Jaguaré, na Zona Oeste.
Vcs podem fazer doações em dinheiro (qualquer valor), depositando diretamente na conta da defesa civil de Santa Catarina: Banco do Brasil
Agência 3582-3
Conta Corrente 80.000-7
Besc
Agência 068-0
Conta corrente 80.000-0
O depósito deve ser creditado ao Fundo Estadual de Defesa Civil - Doações.
To em Buenos Aires, Argentina... e mais uma vez nao entendo os teclados de fora do meu pais. Cade os acentos dessa merda?????
Vim a trabalho, mas nao para gravar materia.
Uma curiosidade: um dos queridos amigos do CQC devia estar comigo aqui e agora. Mas o queridao perdeu o voo porque tentou embarcar com sua carteira de motorista, haha! Ficou a ver navios. Ou melhor, avioes. Vem sò no fim da tarde e ja vai direto pra labuta.
Dei uma andada por aqui. Conheci a Casa Rosada, alguns locais historicos e fiz umas fotos. Antes, conheci a Cuatro Cabezas - Eyeworks daqui. A "nave-mae"! Demais. Aqui, o CQC tem uns 15 anos quase. Ta consolidado e eh um sucesso absoluto. Muita, mas muita gente trampa na produtora. So mocada, so galera legal.
Dar role em um pais estranho eh sempre um barato. Pena mesmo eh ter de fazer isso sozinho. Ah, esse muu colega de terno preto e miolo mole... como pode ter perdido o voo por causa de documentos?
Almocei num lugar legal e tomei um cafe noutro, onde havia a promessa de "cafezinho brasileiro" na fachada. Mentiram. Nosso cafe eh bem melhor que o daqui.
O mal eh que ta fazendo 27 graus!!! 27!!! E eu que achava que pegaria um frio elegante ao som de um tango de Gardel... nem posso aproveitar a piscina... a tanguinha de croche que comprei do Gabeira ficou em casa, haha!
Sábado eu estava em casa de bobeira e acabei vendo uma coisa excepcional na TV. O canal GNT passava um documentário sobre a sensacional atriz e cantora francesa Brigitte Bardot.
Ela, que foi ícone de beleza e sensualidade por pelo menos duas décadas (a de 60 e 70), hoje é uma grande ativista dos direitos dos animais.
Era linda, sexie, deslumbrante, gostosa e desejada por um mundo inteiro. Foi cultuada em mais de 50 filmes. Badalada de um modo que deve assustar hoje até a Madonna. Venerada como a mulher ideal, a musa dos artistas, intelectuais, diretores, mulheres, machos e toda sorte de seres... Anos mais tarde, se deu conta da própria velhice. Hoje vive o fim da vida por uma causa pessoal maior do que todo estereótipo do belo que ela mesma foi.
Uma das coisas que mais me impressionou foi a imagem de multidões atrás dela. Em uma cena assustadora, mostra-se a musa desmaiando no meio de uma legião de pessoas. Ela sai carregada nos braços de policiais que furam o coro de fanáticos, paparazzis, malucos e curiosos. Isso o que? Em 1967, por aí.
Brigitte Bardot foi uma mulher espetacular, é verdade. Nem atingiu com força o cinema americano por conta de seu inglês parco, por Hollywood já ter Marilyn Monroe como sua concorrente e pelo perfil um tanto erótico que a francesinha-gostosa traduzia em seus biquínis de época. Ainda assim, fez tanto sucesso – e tantos filmes – na Europa que logo já era uma febre internacional.
Veio ao Brasil algumas vezes. Em 1964, deu um rolêzinho básico em Búzios (ao lado do playboy Bob Zaguri) e a cidade nunca a esqueceu. A estátua em homenagem à estrela está numa praça de lá até hoje. A passagem de BB (como era apelidada na época) por lá ajudou Búzios a ser referência de (bom)turismo internacional. Grande Brigitte!
No auge de sua fama, BB não podia dar um passo em paz na rua. Tinha de fechar janelas e cortinas para não ser fotografada pelos chacais que viviam na porta de suas mansões. Como ela casava e descasava direto, tentou o suicídio algumas vezes, amava roupinhas curtas, era boêmia e jovem, tornou-se um prato cheio para a já sensacionalista imprensa de sua época. Claro: foi ficando infeliz e cada vez mais questionadora de sua existência de musa.
Pouco antes de completar 40 anos, anunciou sua aposentadoria. Decidiu potencializar sua fama para defender os bichos. E, coisa mais impressionante: como estava farta de ser a mulher mais linda do mundo sempre, optou por ser a mais feia. Envelheceu sem fazer uma plástica e sem aplicar um botox sequer. Hoje é uma velha largada, de cabelos desgrenhados, dentes judiados por muitos cigarros e aparência cansada.
Que coisa mais louca a Bardot. Que aflitiva sua história. Tanta, mas tanta gente em seu encalço... e por tantos, mas tantos anos! Sempre linda, sempre instruída (leia-se “obrigada”) a ser bela. A mais bonita. Um dia deve encher o saco mesmo.
Esse dia chegou para BB. Que coragem a dela. Ser ela mesma, dando uma banana para a indústria cinematográfica, um adeus à fútil idealização estética – a mesma que nela encontrava um ícone. De todo glamour fake da artista triste nasce uma causa pelos animais. E ela se doa de corpo e alma a isso. Faz amigos e inimigos em nome de seu ideal.
O documentário mostra bem que a paixão de BB pelos bichos já era antiga. Vivia adotando cachorros e usando suas múltiplas coletivas de imprensa para questionar abatedouros e o já problemático caso das focas-bebês.
A atriz e cantora sempre detestou madames malucas por casacos de peles. Ela, como bem contou na tela da GNT, sempre se identificou com os bichos em seus sofridos processos de privação de liberdade e atendimentos de caprichos de indústrias e sistemas maiores dos homens. “Como eu fui tratada muitas vezes como um animal, é com os animais que mais me identifico hoje. E o ser humano é cruel. É péssimo”. Palavras de BB.
A causa de Brigitte Bardot lhe custa bem caro. Ela leiloou tudo que tinha de mais precioso para erguer a “Fundação Brigitte-Bardot”. De diamantes a vestidos, de quadros a fotos pessoais. Vive às turras com os muçulmanos porque nunca entende seus rituais de sacrifícios de animais. Já foi processada algumas vezes por racismo e é “persona-non-grata” em alguns países. Não raro, causa tumulto ao tentar chamar a atenção de Chefes de Estado para o sofrimento de bichos do mundo todo. Chora ao mostrar vídeos onde as tais focas-bebês são espancadas até a morte para a extração de suas belas peles. Nessas ocasiões, mais uma vez faz a festa dos fotógrafos de plantão. Mas é um espetáculo consentido, e de causa mais nobre.
BB não é uma santa, é verdade. Por conta de seus ideais, não raro mete os pés pelas mãos. Não existe coisa pior que ter a razão e perdê-la por um destempero. Nada justifica o racismo, por exemplo. No afã de se colocar e apontar bizarrices humanas, Brigitte Bardot pode passar por cima de questões culturais absolutamente importantes e ser injusta. E dá-lhe processo, e dá-lhe escândalo...
Mas quem aqui pode negar que sua história é fantástica? Quantos de nós nos entregamos de corpo e alma a uma causa maior e sacrificamos nossos caprichos por isso?
Bardot está velha, feia, pobre, cansada. É triste ver a cena da musa de outrora hoje, andando com dificuldade, amparada por duas muletas. Mas ela nem liga. Já foi bizarro negar toda essa indústria estética e sair do campo das aparências. É ainda mais bizarro brigar com o mundo todo, se preciso, por uma causa que não lembra em nada o glamour de tempos passados.
Eu, que hoje me pego em situações onde a mídia tem tanto impacto, os “artistas” tanto reconhecimento, e a beleza tanta importância, confesso: me senti perdido no meu sistema de vaidades e caprichos quando conheci mais a história de Brigitte Bardot. Tem tanta, mas tanta coisa maior nesse mundo... por quê então temos de fazer do nosso próprio mundo algo tão pequeno?
Pensemos nisso, sim?
Um abraço
Rafa
Brigitte Bardot em nossa década atual... qual das duas é a melhor para vc?
Já em Brasília foi outra história: participei de um debate promovido pelo Correio Brasiliense e pela Imprensa Nacional. O tema: Jornalismo de Entretenimento. Parte integrante de uma atividade intitulada “A Imprensa Discute a Imprensa”.
Olha, só o fato de terem me convidado para integrar uma mesa com jornalistas tão gabaritados como Eduardo Chauvet, Manoel Henrique Tavares Moreira, Clara Arreguy e Fernando Tolentino de Sousa Vieira, já foi um tremendo negócio. Falou-se muito da velha questão: o CQC é jornalístico ou não?
Bem, parte da resposta se deu no ato da minha participação no evento. O grande público desconhece o que eu fiz como jornalista antes do CQC. Portanto, se sou um cara conhecido hj é porque integro o CQC. E, como tal, fui convidado a integrar uma mesa de jornalistas refletindo sobre o Jornalismo brasileiro e suas nuances. Quer maior reconhecimento que esse?
Debate em Brasília: tremenda responsabilidade ao participar de um grande evento
No debate a coisa foi mais solene. Menor participação de moçada-fã, mas entusiasmo na mesma medida. Muita gente questionando o conceito de Jornalismo somado a humor. Senti uma responsa enorme, pois havia pensado em fazer uso da palavra mais como um cara que faz parte dessa corrente de profissionais que critica a sociedade através da ferramenta do riso... e menos como um representante do CQC na cidade, o que acabou por se configurar.
Uma coisa interessante rolou lá. E, na minha opinião, foi algo sensacional. Como havia abertura para a participação da platéia e internautas, recebi um e-mail que foi lido ao vivo ali – e não era nada elogioso. O cara se apresentou como alguém que não entende o programa em que trabalho e que, acima de tudo, não me entendia, não curtia a minha cara e me achava um bobo. Disse que eu não era jornalista e até mesmo partiu para algumas ofensas mais pesadas.
Foi bom isso. O cara que se expõe criticando alguém que - gostem ou não - aborda as notícias de uma maneira menos convencional, deve ter muito a apresentar como exemplo. Falei a ele o que digo hj a qualquer um que critique meu trabalho de forma mais depreciativa do que construtiva: nesse meio louco em que vivemos, e onde nos habituamos e ver jornalistas dando notícias de modos cada vez mais tendenciosos, caretas e/ou antiquados, é preciso ao menos conhecer quem se propõe a fugir do lugar comum. Acho que esse é o meu caso, e para a minha sorte o CQC é o meu ganha-pão e se encaixa no que eu acredito.
O que será que aquele cara, cujo nome não me lembro agora, faz de melhor que isso? O que as pessoas que tanto criticam aqueles que fazem algo novo oferecem de melhor no lugar?
Buenas, foi isso. A semana passada ainda fechou comigo e o bobalhão (haha!) do Danilo no Latin Grammy, numa pegada diferente da que a gente costuma fazer habitualmente. Foi bem legal pra nós dois. E foi muito bacana ver a Band num evento com tanto gás, em meio a tanta gente, fazendo algo com tanta garra. A Band é raçuda! Muita gente trampando, muito trabalho, muito tesão. Agora... erros rolaram, é verdade. Mas aqueles que só procuram enaltecer os erros de um trabalho grande como aquele não devem ser os caras mais amigos do planeta. Não são os brothers que tantas vezes procuram se mostrar, ao menos aqui, ao menos para mim, os amigos do peito...
Pra terminar,o lance da Uninove. Felipe Andreoli e eu fomos à faculdade Uninove da Barra Funda, aqui em Sampa, na última sexta. Batemos um papo sobre nossas carreiras e visões acerca do Jornalismo junto com uns 150 alunos. Foi bacana fechar a semana assim. A turma trouxe questões proveitosas e eu e o Felipe afinamos mais um humor que temos juntos e que pode nos render uma visão divertida das coisas... nos palcos! Pois é, imaginaram? Deve sair alguma coisa boa dessa nossa sintonia. Ponto pra mim: sendo o Felipe um brother tão querido e tão talentoso, vou ficar feliz de fazer mais coisas ao lado dele (não, não "significa", tá seus leitores maledicentes? haha!)
Rafael Cortez, 32 anos, ator, jornalista e violonista.
Já foi redator de texto erótico para celular, produtor de teatro, circo e TV, assessor parlamentar de uma vereadora de São Paulo, atendente de videolocadora, organizador de mais de 60 festinhas infantis e tem DRT de Palhaço. Gosta de Nara Leão, Public Enemy, lasanha e que cocem suas costas com as unhas. Está na TV como um dos repórteres do programa CQC, da Tv Bandeirantes.
Sobre o blog
Espaço para textos reflexivos, ácidos e que busquem alguma inteligência. Local para reflexões artísticas e culturais diversas. Não, aqui você não encontrará fofocas sobre o meio das celebridades. Não, aqui você não verá piadas a todo tempo... Mas se o autor se esforçar, você poderá ler alguma coisa boa. E contribuir comentando com algo melhor...